Jesus viveu aqui na Terra a natureza que Adão teve antes ou após o pecado?

SHARE
, / 177 0

images (1)Por Marcelo Gomes

Sobre a humanidade de Jesus, creio no que a Bíblia afirma:

  1. Cristo veio nascido de mulher.

“Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou o seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.” Gálatas 4:4-5.

Uma pergunta para consideração: Quantos filhos de mulher, nascidos neste mundo, tiveram uma CARNE SANTA (o contrário de carne pecaminosa)? Creio que nenhum.

Por que então veio Cristo “nascido de mulher”? Primeiro, convém lembrar que quem primeiro pecou foi Eva, a mulher. Essa foi a razão porque Jesus teve que nascer de mulher: para enfrentar o pecado por onde ele invadiu a história humana, a fim de resgatar os caídos.

1.2 Adão foi criado sem ascendentes.

“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Gênesis 1:27.

Portanto, Adão não possuiu uma mãe, ou um pai terrestre. Apenas Deus era o seu Pai, seu Criador e Eva, sua esposa.

Se Cristo devesse vir com a natureza (carne) de Adão antes da queda, não poderia ter nascido de mulher, mas deveria ser criado da MESMA FORMA que Adão fora, sem ascendentes ou ancestrais.

  1. Cristo tinha ascendentes segundo a carne .

“Com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi”. Romanos 1:3

  1. Cristo um de nós.

“Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, IGUALMENTE, participou, para que por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo”. Hebreus 2:14.

Quantos tipos de carne e sangue existem em nosso mundo? Apenas um tipo. A minha e a sua. Que tipo de carne veio Cristo salvar? A minha carne e a sua carne. Carne caída, pecaminosa!

Se Cristo viesse com a carne (natureza) de Adão antes da queda (carne santa) e eu e você somos carne caída, como, então, tornar-se-ia um de nós, se Ele fosse de carne diferente da nossa?

Deixem-me fazer uma pequena ilustração sobre a grandeza do sacrifício de Jesus:

Eu e você estamos no fundo de um poço profundo. Não há como escaparmos dali. Só nos resta esperar a morte. De repente, ouvimos os passos de alguém que se aproxima. É Jesus. Que ele faz?

  1. Joga a corda até o fundo poço para que possamos subir. (    )
  2. Fica olhando para baixo, dizendo: Agüenta firme! Vou buscar ajuda!  (    )
  3. Ele mesmo desce até nós e, com seus próprios braços e tremendo esforço, a ponto de sair sangue de Suas mãos e Seus pés, batendo com a cabeça nas bordas do poço, retira-nos de lá.  (    )

Se você escolheu a primeira alternativa (e tem todo o direito de fazê-lo), você precisa estudar um pouco mais profundamente a vida de Cristo. Se ele assumiu uma carne diferente da que eu e você temos, então ele apenas jogou a corda, esperando que nós por nossas forças (obras) subíssemos até o alto. Isso é salvação pela obras! Tenho certeza que poucos escolherão esta alternativa.

Mas se você escolheu a última alternativa, você acertou no alvo! Ele desce até nós, sente o que nós sentimos lá em baixo: frio, medo, tristeza. E ele nos leva para cima! Assim, o amamos porque sentiu o que sentimos e tornou-se o que eu e você somos para que nos tornássemos o que ele é agora. Um Rei vitorioso!

Desejo ainda compartilhar alguns pensamentos de Ellen White sobre o assunto:

“Deus permitiu que o Seu Filho viesse como um indefeso bebê, sujeito às fraquezas da humanidade. Ele permitiu que defrontasse os perigos da vida em comunhão com toda alma humana, para combater a batalha como todo filho da humanidade deve combatê-la, ao risco de fracasso e perda eterna”. O Desejado de Todas as Nações, p. 49.4.

“Cartas me têm sido mandadas afirmando que Cristo não podia ter tido a mesma natureza do homem, pois se o tivesse, Ele teria caído sob tentações semelhantes. Se Ele não tivesse a natureza do homem, não poderia ser o nosso exemplo. Se não fosse um participante de nossa natureza, Ele não poderia ter sido tentado como o homem tem sido. Se não fosse possível que sucumbisse às tentações, Ele não poderia ter sido o nosso Ajudador. É uma solene realidade que Cristo veio para lutar a batalha como o homem, no lugar do homem. Sua tentação e vitória nos diz que a humanidade precisa copiar o padrão“. Mensagens Escolhidas, Livro 1, p. 408.5.

Vejam anda o que descobri no livro Estudos Bíblicos, capítulo “Vida Sem Pecado, pág. 140:

5. De que maneira participava Cristo, em sua humanidade?

“E visto como os filhos participam da carne e do sangue, também Ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é o diabo.” Hebreus 2:14.

6. Até que ponto partilhou Jesus de nossa humanidade comum?

Pelo que convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel Sumo Sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.” Hebreus 2:17.

Em Sua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída. Senão, não seria então “em tudo semelhante aos irmãos”, não seria como nós em tudo … tentado, não venceria como temos de vencer, e não seria, portanto, o completo, e perfeito Salvador que o homem necessita e deve ter para ser salvo.A idéia de que Cristo nasceu de uma mãe imaculada ou isenta de pecado, sem herdar tendências para pecar, e por isso não pecou, põe-nO à parte do domínio de um mundo caído, e do próprio lugar onde é necessário o auxílio. De sua parte humana, Cristo herdou exata… (140)

Veja o que mais declara o livro Estudos Bíblicos, impresso pela Casa Publicadora Brasileira, à pág. 141:

 
7. Onde, em Cristo, condenou Deus o pecado, e nos ganhou a vitória sobre a tentação e o pecado?

“Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando Seu Filho, em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne.” Rom. 8:3.

Deus, em Cristo, condenou o pecado, não por Se pronunciar contra ele como simples juiz assentado no tribunal, mas vindo e vivendo na carne, na pecaminosa carne, sem todavia pecar. Em Cristo, Ele demonstrou que é possível, por Sua graça e poder, resistir à tentação, vencer o pecado e viver uma vida sem pecado na pecaminosa carne.

Agora, a declaração mais surpreendente, da pág. 212:

 
A Igreja de Roma é chamada Babilônia, e sua religião foi um restabelecimento da religião da antiga Babilônia. Ela tem pretensões a um sacerdócio com poderes e privilégios excepcionais, justamente como o fazia a antiga Babilônia. Pelo dogma da imaculada conceição da Virgem Maria, nega haver Deus em Cristo assumido a mesma carne do homem caído, exatamente como o fazia Babilônia antiga. Ver Daniel 2:11 …

Para os católicos, Jesus foi isento de tendências ou propensões para o pecado, porque sua mãe, Maria, teria sido também fruto de concepção imaculada… Assim, aqueles que afirmam que Cristo teve a natureza de Adão antes da queda, estão pregando o mesmíssimo dogma católico da “imaculada conceição” de Maria! (Para mais detalhes sobre essa doutrina, acesse o site: http://www.cruzterrasanta.com.br/historia-de-imaculada-conceicao/9/102/ . O Senhor nos ilumine com Seu divino colírio! — Marcelo Gomes, Codó, MA.

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.

PASSWORD RESET


REGISTER



LOG IN