Adaptado por Marcos Peter Soares 

de  um texto de Riccardo Facundes 

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Imagem obtida de um grupo adventista no facebook

No facebook em certa ocasião vi a imagem ao lado postada num grupo administrado por um adventista do sétimo dia. Qual é a base dos adventistas para fazer tal assertiva? Existe alguma base bíblica para tal afirmação ou seria apenas mais uma especulação de pessoas sensacionalistas? É o que tentaremos entender a seguir.

No dia 16 de dezembro de 2017 se completará 169 de uma famosa declaração de Ellen G. White entre seus leitores. Para os adventistas do sétimo dia é considerada muito significativa a visão divina na qual Ellen G. White porque nela ela teria visto que “A cidade santa [a nova Jerusalém] descerá por aquele espaço aberto”. Muitos cristãos adventistas entendem isso como significando que o próprio Senhor Jesus Cristo em Sua segunda vinda passará pela Constelação de Órion.

O QUE É A CONSTELAÇÃO DE ÓRION?

Orion, é uma constelação do equador celeste. As estrelas que compõem esta constelação são brilhantes e visíveis de ambos os hemisférios.

As constelações vizinhas são Gemini (Gêmeos), Taurus (Touro), Eridanus, Lepus (Lebre) e Monoceros (Unicórnio).

Órion, o caçador, de acordo com a mitologia grega, desempenhou um papel importante para as civilizações antigas. Sua posição no céu ao longo do ano era um prenúncio das mudanças climáticas que estavam por vir. Quando se observava Órion nascer durante o amanhecer, era um sinal que o verão houvera chegado. Seu nascimento no início da noite anunciava o inverno, e à meia-noite indicava época da colheita de uvas. Essas observações foram feitas por civilizações do hemisfério norte. Para o hemisfério sul vale o contrário. No meio de dezembro Órion estará nascendo para nós (no leste) após o crepúsculo. O que isso pode nos indicar? Isso mesmo! Preparem-se para o verão!

Destaca-se a presença de três estrelas que formam a cintura de Orion, são elas: Alnitak, Alnilam e Mintaka, e as estrelas gigantes Rigel e Betelgeuse.

Este conjunto de três estrelas é popularmente chamado pelos brasileiros de as “Três Marias” e nada mais é que o centro da constelação – representa o cinturão do gigante (vide figura acima). Sabendo encontrá-las, encontra-se a constelação completa facilmente.

Veja o mapa a seguir. Ele representa a porção leste do céu logo após o crepúsculo. A constelação de Órion está destacada na figura – perceba como é fácil identificar o padrão após encontrarmos as Três Marias. Elas estão envolvidas por um trapézio formado por quatro estrelas de primeira magnitude: Alfa de Órion (Betelgeuse), de coloração mais avermelhada, representa o ombro direito de Órion, temos em seguida Gama de Órion (Bellatrix) como o ombro esquerdo, Kapa de Órion (Saiph) é o joelho. A última estrela do trapézio é justamente a que está oposta a Betelgeuse – Beta de Órion (Rigel), uma estrela que também se destaca, representando o pé direito de Órion.

Betelgeuse é uma das estrelas mais brilhantes, cujo diâmetro chega a ser 250 vezes maior que o do Sol. Como toda gigante sua atmosfera é bastante difusa, com densidade muito menor que a de nossa atmosfera. Sua distância até nós é de aproximadamente 430 anos-luz. Observe a figura abaixo da constelação de Órion, com destaque para Betelgeuse, prestando atenção especial nas escalas. Perceba a difusividade de sua atmosfera.

NEBULOSA DE ÓRION

A nebulosa de Órion é um dos objetos presentes no céu mais interessantes à observação. Conhecida também como M42 ou NGC 1976, essa nebulosa difusa é uma das mais brilhantes, tanto que numa noite de céu limpo e num local longe de poluição e luz ela chega a ser visível a olho nu. Localizá-la não é difícil – ela se encontra na espada do gigante Órion. Partindo das Três Marias, que é seu cinto, encontra-se a espada logo abaixo. Compare o desenho de Órion (primeira figura no texto) com a foto acima.

M42 está a mais de mil anos luz de distância da Terra e é composta principalmente por estrelas jovens e bastante quentes do tipo O , num agrupamento conhecido como o Trapézio. A radiação emitida por essas estrelas excita uma nuvem de gás e poeira que passa a emitir o brilho característico da nebulosa.

Documentos de observação dessa nebulosa datam desde 1610 (Nicholas-Claude Fabri de Peiresc). Em 1769 Messier a adicionou em seu catálogo, descrevendo como : “(…) uma linda nebulosa na espada de Órion, ao redor da estrela Theta, junto a outras três estrelas menores as quais não conseguimos ver senão com algum instrumento.”

Observe as fotos seguintes. A primeira foto nos mostra a nebulosa de Órion observada por um telescópio de médio porte. A segunda é essa mesma nebulosa fotografada pelo telescópio espacial Hubble!

 

Como dissemos muitos adventistas entendem que o Senhor Jesus Cristo em Sua segunda vinda passará pela Constelação de Órion. Faria isso um mínimo de sentido do ponto de vista bíblico? Há algum embasamento na Escritura Sagrada para tal afirmação? A astronomia tem alguma relação com as profecias bíblicas?

Analisemos o que escreveu Ellen White exatamente: “A 16 de dezembro de 1848, o Senhor me deu uma visão acerca do abalo das potestades do céu. (…) Nuvens negras e densas subiam e chocavam-se entre si. A atmosfera abriu-se e recuou; pudemos então olhar através do espaço aberto em Órion, donde vinha a voz de Deus. A Santa cidade descerá por aquele espaço aberto” (Ellen White, Vida e Ensinos p. 110).

Abaixo seguem algumas considerações sobre o assunto retiradas  de uma página de Riccardo Facundes, leia e pela graça de Deus tire suas conclusões. 

Será pela astronomia que vamos esclarecer qual a relação entre a constelação de Órion e a volta de Jesus. A astronomia é ciência, ciência é conhecimento e todo conhecimento vem de Deus. “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.” Heb 11: 3. Todas as coisas foram feitas daquilo que não enxergamos (os Átomos).

Órion é um agrupamento de estrelas, sendo as principais: Beteugeuse, Rigel, Saiph, Bellatrix e as famosas três Marias chamadas de Alnitak, Alnilam e Mintaka que representam o cinturão do Órion, além dessas existem outras que envolvem a constelação, como nebulosas escuras, mas a principal é a Nebulosa M42 que está abaixo das três Marias, ela é constituída de gases ionizados por particulas e ventos solares produzidos pelas estrelas que estão no seu centro. Ela está a 1.500 anos/luz de distância do nosso sistema solar, ou seja, ela está a 15 quatrilhões de km.

Lembrando que não existe um buraco negro nessa constelação, muito menos no centro da nebulosa M42, senão tudo ao redor seria atraído, inclusive nosso planeta.

Então qual a relação entre essa constelação e a 2 vinda de Jesus?
A bíblia diz o seguinte: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá…” Apocalipse 1: 7
Como isso é possível? Como alguém que está do outro lado do planeta poderá ver também Jesus nos ares ao mesmo tempo?

“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem.” Mateus 24: 27

Veja, a vinda de Jesus será vista de modo que, por movimento vertical (assim como o raio ou relâmpago), se apresentará do Oriente até o Ocidente (o que nos lembra o Sol, ele nasce no oriente e se põe no ocidente). É o Sol que gira em torno da terra ou a terra que gira em torno do seu eixo? Todos sabemos que não é Sol que está se movimentando, é a terra que gira em torno do seu eixo através da sua rotação como se fosse do Oriente para o Ocidente.

O verso está nos indicando que haverá uma alteração na velocidade da rotação da terra no momento da volta de Jesus. Será que isso é possível?

Vamos ver a possibilidade cientifica e bíblica se isso realmente acontecerá.

Na bíblia existem 2 passagens que nos indicam que isso já aconteceu, que a rotação da terra já foi alterada duas vez.

O primeiro relato está em Josué 10:13 – “O sol parou por quase um dia” e o segundo em II Reis 20:11 – “O sol retrocedeu 10 graus”. Não foi o sol que parou, nem retrocedeu, foi a rotação da terra que provocou esse movimento, e esse movimento foi provocado por Deus, pois Ele tem poder para alterar a rotação da terra.

Será que isso cientificamente é possível?

Em 2007 dois cientistas fizeram uma simulação em um computador para ver as consequências do aquecimento global no planeta, eles constataram que com esse aquecimento as águas dos oceanos começariam a ficar mais leves e começariam a se direcionar para os polos, fazendo com que a terra adquirice mais velocidade e assim alterando a rotação normal do planeta.

Em 2004 no dia 26 de dezembro houve um tsunami na Indonésia, esse maremoto provocou além do deslocamento das ilhas e do eixo da terra, provocou um aumento na velocidade da terra.

Então, se UM terremoto, e o aquecimento global gradativamente pode alterar essa velocidade da rotação da terra, imagine agora quando estiver ocorrendo a volta de Jesus, toda natureza estará abalada (terremotos, maremotos, vulcões, furacões…). “E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto.” Apocalipse 16: 18, sem mencionar outros relatos bíblicos aonde o sol irá se aquecer até 7 vezes, que abrasará os homens.

Tudo isso provocará a alteração, aumentando a velocidade da terra, indicando o que Mateus viu, “um relâmpago que sai do Oriente até o Ocidente”, fazendo com que todo o olho O veja em pouco tempo, em qualquer parte do planeta, tanto no Brasil como no Japão.

A velocidade da terra é de 1.600km/h o que nos dá um período de 24h, mas essa rotação sendo alterada esse movimento possivelmente fará que o período do dia seja de 2 a 3 horas fazendo com que todos possam ver todos os eventos que acontecerá no céu no momento da volta de Jesus.

Qual a relacão da constelação de Órion com “todo o olho verá”?

Como sabemos, as constelações são divididas em grupos, chamados de constelações boreais, austrais, zodiacais e equatoriais.
As equatoriais são aquelas que podem ser observadas de todo o Globo, por qualquer parte do planeta (pelo hemisfério norte e sul), porque ela está exatamente na linha do Equador Celeste, essa linha cruza exatamente entre as três marias, fazendo com que a constelação de Órion seja vista por qualquer parte do globo.

Então a relação da Constelação de Órion com a volta de Jesus não está em uma estrela, ou em uma nebulosa, está relacionado com a posição no céu, onde há um ângulo perfeito para que todos possam ver (assim como o movimento da velocidade da terra alterada) em qualquer parte do planeta.

A CONSTELAÇÃO DE ÓRION E A PROFECIA DE ELLEN WHITE

O SONHO

A 16 de dezembro de 1848, o Senhor me deu uma visão acerca do abalo das potestades do céu. (…) Nuvens negras e densas subiam e chocavam-se entre si. A atmosfera abriu-se e recuou; pudemos então olhar através do espaço aberto em Órion, donde vinha a voz de Deus. A Santa cidade descerá por aquele espaço aberto.  (Vida e Ensinos pg 110, Primeiros Escritos pg 41)

Em 1959 o Professor Julio Minham, membro da Associação Brasileira de Astronomia, escreveu um livro chamado Maravilhas da Ciência que foi publicado pela Associação Brasileira de Astronomia, que não teria publicado seu livro caso se tratasse de uma bobagem, sendo este livro usado como referência no estudo da astronomia no Brasil. Julio Minham fala muitas coisas sobre o espaço sideral e da física, e num dos capítulos deste livro ele fala sobre Nebulosas Bizarras. O observatório de Mont Palomar na Califórnia que era o mais sofisticado da época. Notem que em 1959 o homem não havia ainda sequer pisado na lua. Aquele observatório mostrava que em Órion parecia ter um túnel, um buraco, um espaço aberto e ele conclui esse capítulo sobre Órion naquela data dizendo o seguinte sobre a Nebulosa e os Escritos de Ellen White:

“Uma escritora americana, Ellen G.White, que nada sabia de astronomia e que provavelmente nunca ouvira falar da Nebulosa de Órion, em um de seus livros traduzido para o português com o título de Vida e Ensinos, depois de comentar esta luminosidade escreveu…

A 16 de dezembro de 1848, o Senhor me deu uma visão acerca do abalo das potestades do céu. (…) Nuvens negras e densas subiam e chocavam-se entre si. A atmosfera abriu-se e recuou; pudemos então olhar através do espaço aberto em Órion, donde vinha a voz de Deus. A Santa cidade descerá por aquele espaço aberto.  (Vida e Ensinos pg 110)

Ele conclui dizendo: […] Isso dito assim tão simplesmente por que nunca olhou um livro de astronomia, nem sonhava com buracos em parte alguma do céu, só pode ser creditado a dois fatores:  histerismo ou inspiração. Para ser histerismo, parece científica demais a afirmação de que toda uma cidade, a Nova Jerusalém, tenha livre passagem pelo túnel de Órion. A escritora não sabia do túnel, nem que ele é tão largo a ponto de comportar noventa sistemas solares. Terá sido revelado a esta escritora, uma verdade que os astrônomos não puderam descobrir? (Maravilhas da Ciência, pg 281)

O Dr. Julio Minham é adventista mas o que chama a atenção é o fato da Associação Brasileira de Astronomia ter pedido para ele escrever este livro, onde ele testemunha sobre Ellen White.

O SONHO DE JACÓ E A ESTRELA DE BETELGEUSE

“(…) e deitou-se naquele lugar e sonhou: eis uma escada posta na Terra, cujo topo tocava nos Céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela (…) Acordando, pois, Jacó, de seu sono (…) temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar, senão a CASA DE DEUS [Bet-El]; e esta é a PORTA DOS CÉUS(Gênesis 28:11-17)

(…) E chamou o nome daquele lugar de BETEL, o nome porém daquela cidade antes era luz. (Gênesis 28:19)

EM HEBRAICO

Bethânia = Bet-Ania (Casa das Tâmaras)

Belém = Bet-Helen (Casa do Pão)

Betel = Bet-El (Casa de Deus)

Betelgeuse = Portal da casa de Deus

BETELGEUSE

 Betelgeuse é uma estrela variável, com mudanças tanto de brilho quanto de tamanho. E que tamanho! Se estivesse no lugar do Sol, ocuparia todo o espaço até a órbita de Saturno em seu diâmetro máximo, e seria do tamanho da órbita de Júpiter em seu mínimo. O mesmo que de 550 a 920 vezes o diâmetro do Sol. Ela brilha por 60 mil sóis está e está a 425 anos-luz de distância.

A luminosidade de Betelgeuse varia num longo período. A razão ainda é um mistério. Tudo indica que suas camadas mais externas se expandem durante vários anos, para em seguida se retrair. Fazendo isso, a temperatura da estrela aumenta e diminui alternadamente, assim como seu brilho. Essa pulsação é comum em supergigantes, como se Betelgeuse tivesse também um supercoração.

Porém, esse “coração” de Betelgeuse pulsa em arritmia. Ela é uma estrela vermelha, que já transformou a maior parte de seu Hidrogênio em Helio, e agora começa a fundir o próprio Helio no seu núcleo quente. Betelgeuse está morrendo.

EXPLOSÃO DE LUZ

Betelgeuse explodirá, num evento formidável chamado supernova. Ninguém sabe quando, mas todos concordam que será uma supernova espetacular.

Quando isto acontecer a estrela será vista no céu pelo menos 10 mil vezes mais brilhante que hoje. Será tão brilhante quanto uma lua crescente, talvez mais. Durante meses Betelgeuse ficará visível inclusive à luz do dia. Será este o último aviso a humanidade antes do retorno de Cristo?

NOSSA CONCLUSÃO [Do Graça e Salvação]:

Percebe-se pelo texto citado na introdução (Vida e Ensinos. Pg 110.)  que Ellen White afirmou que “a cidade santa descerá por aquele espaço aberto [Órion]e não que Jesus Cristo voltará daquele espaço aberto. Alguns interpretam de forma pessoal dizendo que Cristo voltará de Órion. Um olhar mais atento perceberá que este não é o contexto claro ou específico ali citado. É até uma possibilidade que Ele volte de lá, mas, o mais importante é que Ele volte e você e eu estejamos preparados para este dia. Maranata! O Senhor logo vem!

Fonte: https://www.facebook.com/Riccardofacundes70/

Abaixo segue um vídeo do respeitado arqueólogo adventista Dr. Rodrigo P. Silva (phd), pós-doutor em Arqueologia clássica pela USP e doutor em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Confira:

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