Jovens, Recreação e Diversão no Adventismo: Verdadeira Educação para Eventos da Igreja e o Dia-a-Dia

Jovens, Recreação e Diversão no Adventismo: Verdadeira Educação para Eventos da Igreja e o Dia-a-Dia

Estudo adaptado e ampliado por Marcos Peter T. Soares, a partir de artigos do site musicaeadoracao.com.br e setimodia.wordpress.com e de textos da Bíblia e do Espírito de Profecia.

As orientações contidas nesse artigo valem para todas as idades, para rapazes e moças, para eventos oficiais da igreja ou situações do dia-adia.

Histórico e Introdução

Cedo em sua história, os membros do adventismo tradicional dedicaram pouco tempo à recreação e divertimento. Três razões para isto podem ser citadas:

  1. a Igreja Adventista surgiu na Nova Inglaterra, uma área notável por suas origens puritanas;

  2. a igreja surgiu durante a era Vitoriana, notável por seu conservadorismo;

  3. provavelmente, o mais importante, os pioneiros membros do adventismo tradicional criam que a vinda do Senhor estava tão iminente que o tempo deveria ser ocupado na proclamação do *Segundo Advento e preparação para tão solene evento.

Ao passar o tempo e crescer o número de membros, a necessidade de satisfazer as exigências sociais dos jovens tornou-se aparentemente crescente. Foram feitos esforços para estabelecer princípios diretivos na escolha de formas aceitáveis de recreação e divertimentos.

Em 1865, a Review and Herald tratou assim do problema:

“Eles (os divertimentos) não são o objetivo da vida, mas interlúdios, recreações, e descanso, trazidos esporadicamente salvam-nos de sermos abatidos pelo incessante trabalho. Enquanto estudamos e trabalhamos, enquanto fazemos nossa parte para trabalhar ou para nos preparar para isso, é certo, ou melhor, é nosso dever e privilégio, nos entregarmos, de tempos em tempos a divertimentos. Mas quando os divertimentos se tornam o principal, quando tomam o lugar dos sérios deveres que Deus impôs sobre cada homem criado, então eles minam os nossos princípios e enfraquecem nossa fé em tudo o que é mais nobre em virtude, ou mais santo em religião.”

Em 1868, L. D. Santee descreveu uma festa de Ano Novo Adventista, que indica o tipo de atividade que era considerada própria para os membros do adventismo tradicional há cem anos:

“Talvez possa interessar a alguns saber como a igreja neste lugar (Gridley, Illinois) passa o Ano Novo. Foi determinado prover uma cesta de jantar e uma recreação para a Igreja e estudantes da Escola Sabatina. Alguns queriam saber o que poderia ser feito como divertimento, por não crermos nos divertimentos populares atuais. … Os pequenos se reuniam de maneira agradável … Eles se divertiam de várias maneiras até o jantar. Um dos estudantes da Escola Sabatina leu o Salmo 150, após o que as crianças se reuniram ao redor de uma grande mesa repleta de alimentos saudáveis, sendo que os adultos se serviam depois. Encerrado o jantar, outro pequeno Salmo era lido, quando quase todos se dirigiam a um grande espaço e se engajavam em simples jogos atléticos programados para dar tônus e vigor aos músculos. Após jogarem durante o tempo adequado, todos voltaram para casa, onde o Irmão J. M. Santee nos falou por pouco tempo sobre a dívida de gratidão que temos para com o Criador e Preservador e sobre o dever das crianças para com seus pais” (Review and Herald, 21 de janeiro de 1868).

Alguns anos mais tarde, em 1873, G. I. Butler, então presidente da Associação Geral, estabeleceu na Review and Herald certos princípios para direcionar os membros do adventismo tradicional em termos de recreação:

“Na educação de crianças, este curso deveria ser perseguido a qual dá a melhor segurança de formação de um caráter firme. Queremos que nossas crianças cresçam até a idade adulta com caracteres que ilustrarão os princípios de justiça, verdade, fidelidade, e temor do Senhor; que possam ser meigos e gentis para com os que merecem simpatia; animosos, esperançosos e fervorosos em favor do certo; e que possam manter-se com coragem sob adversidade e sofrimento. Queremos que tenham mentes, capazes de discernir, rápidas para detectar e com coragem para expor e resistir ao erro. Queremos que eles também tenham corpos propriamente desenvolvidos e fortalecidos pelo exercício. …

Até agora, então, sendo os divertimentos consistentes e auxiliadores para trazer boa formação de tais caracteres como nós nos referimos, deveriam ser estimulados; de outra maneira, deveriam ser desencorajados. Desenvolvimento adequado do físico, da moral e da mente é o grande fim a ser tido em vista na educação de crianças e da mente; a moral, sendo o mais alto e mais importante dos três.

Perguntamos primeiramente, ‘Precisam as crianças de divertimentos realmente?’ Cremos que sim. …

As crianças devem ser ativas e alegres. Qualquer sistema de educação repressivo em seu caráter, de molde a tornar as crianças como pessoas idosas tolherá o desenvolvimento natural, amargará a disposição e tornará os espíritos sombrios e taciturnos. … Bom ânimo é melhor do que desânimo; esperança é melhor do que o desalento; a coragem melhor do que a melancolia. Seja tomado tal curso que será mais propenso a 

produzir tais resultados. … Pensamos em uma certa quantidade de divertimento para conseguir tal objetivo.

Mas enquanto eu desta maneira falo em favor de divertimento inocente, guardaria as crianças contra a impressão de que os divertimentos são o alvo da vida. … O pai que dá recreação razoável e ‘entretenimento agradável’ a suas crianças, será mais capaz de fazer a adequada distinção aparecer na mente das crianças, do que aquele que o mantém sempre no mesmo nível de trabalho útil. …

Se for aceito que algum divertimento é próprio, o senso comum parece ensinar a permitir somente os que são inocentes e rejeitar os que são desmoralizantes ou os que porão as crianças sob más influências. …”

Após estabelecer a filosofia básica do que ele considerava divertimento próprio e recreação, Butler aplicou estes princípios a várias atividades:

“A música, em suas várias formas, parece ser um meio de recreação adequado de prazer. Dentro de limites razoáveis, parece ser eminentemente digna de cultivo. Mas quando é feita o grande objetivo da vida, respeitosamente aceitamos que excedeu tais limites. …

Exercícios tais como skate, escorregar, nadar,  jogar disco, correr, etc., são todos próprios e inocentes em si mesmos, QUANDO MANTIDOS DENTRO DOS LIMITES, quando ligados A ASSOCIAÇÕES ADEQUADAS. …

Noto agora outra classe, como o dominó, xadrez, damas, bilhar, cartas, etc., muitos do quais envolvendo jogos de azar e jogos que possam levar à jogatina. Há tão variedades destes que se torna impossível falar definidamente de todos. Alguns são mais objetáveis do que outros. Até que ponto deveriam eles ser permitidos ou estimulados? E até que ponto proibidos?…

Começarei pelos mais simples: bolas de gude. Pode não haver nada objetável em crianças as terem para jogar no chão ou uma superfície macia. Mas parece que a idéia deveria ser mais plenamente instilada em sua mente desde o início, que a jogatina não será permitida em nenhuma circunstância. …

Adquiridas sem pagar o equivalente por elas, não são honestamente adquiridas.

O xadrex e a dama talvez não sejam usados profundamente na jogatina, mas, se tornam tão fascinantes à mente, que são capazes de tomar mais tempo e atenção do que merecem. … Eu penso que deveriam ser desestimulados como divertimentos. 

Jogar cartas consiste em uma mistura de perícia e azar, e é tão universalmente associado com jogatina e associações aviltantes, que deveriam ser intimidados.”

Os membros da igreja hoje enfrentam o problema de avaliar muitos tipos de entretenimento, alguns completamente desconhecidos de seus pais.

Entretenimento Visual

Inclui formas de entretenimento tais como histórias em quadrinhos, televisão, assistência ao teatro ou a esportes comercializados. Em escolhas quanto a esses tipos de entretenimentos, os membros do adventismo tradicional têm sido orientados por certos princípios gerais que são aplicáveis em vários níveis.

Imagens são conhecidas como o meio mais eficiente de influenciar o comportamento que o homem conhece. Sendo isto verdade, é evidente que há grandes possibilidades para bem ou mal nas imagens, dependendo do caráter do que elas retratam. Por causa disto, um dos critérios básicos que os membros do adventismo tradicional têm usado para determinar o que é próprio ou inadequado para um cristão ver é o caráter das coisas que são retratadas.

Histórias em Quadrinhos. Geralmente uma série de desenhos em seqüência narrativa. Elas podem, por exemplo, descrever histórias bíblicas, retratar a vida selvagem, eventos históricos, processos científicos ou retratar cenas de crimes, violência e imoralidade. O caráter da atividade retratada é o que deveria determinar se os desenhos são próprios para que um cristão os veja. Os membros da IASD fazem uso de histórias em quadrinhos para ensinar histórias bíblicas e divulgar informação histórica às crianças; quanto aos “gibis”, geralmente são deletérios para a formação de um caráter são.

Desenhos Animados. O desenvolvimento de desenhos animados, especialmente com som, tornou possível produções realísticas e dramáticas de modo extraordinário. Os cristãos conservadores que tinham previamente reconhecido as más influências do teatro, viam os mesmos efeitos nos vídeos. É bem sabido que a influência das cenas retratadas, especialmente sobre crianças e jovens, é poderosa, e que o conteúdo da maioria dos shows dramáticos não está direcionada a ideais elevados. Estas apresentações freqüentemente representam o banal e esdrúxulo, se não os aspectos violentos e criminosos da vida, e glorificam caracteres e ações indignas.

Os membros da IASD por exemplo, têm sido advertidos (Manual da Igreja, 180-181) “contra a sutil e sinistra influência do teatro”, que é uma escola de treinamento de falsos valores como os cristãos a consideram mundanismo, lassidão e amor ao prazer e, às vezes, expõe os jovens que assistem a associações prejudiciais.

Enquanto condenam o teatro e o cinema, os membros do adventismo tradicional não se opõe à assistência a vídeos animados, se o caráter das atividades retratadas for saudável e instrutivo e se a temperança for exercida na quantidade de tempo gasto. Instituições patrocinadas por igrejas mostram, para seus grupos vídeos escolhidos.

O Departamento de Jovens (1975) publicou um folheto sugerindo um critério de tempo para a seleção de vídeos aceitáveis:

  1. Apresentações Aceitáveis

  2. Vídeos Industriais. Vídeos mostrando processos de manufatura, utilidades públicas, transporte, comércio e transmissão de novidades e informações.

  3. Processos Científicos e Pesquisas Alimentares.

  4. Pesquisas Ecológicas, Geográficas etc. — Vídeos de outros países, seus hábitos nacionais, costumes e vida (excluindo-se cenas que possam ter influência deletéria).

  5. Natureza e Vida Selvagem. — Vídeos de parques nacionais ou outras partes, cenários naturais, escaladas de montanhas, explorações, vida animal em vários Estados e nações, o desenvolvimento da vida dos insetos, plantas, peixes, pássaros (excluindo os que enfatizam a crueldade).

  6. Arqueologia e Arte. — Vídeos que se conformam com nossos padrões de modéstia cristã.

  7. Jornais e História Corrente. — (Excluindo-se vídeos que sejam contrários aos nossos padrões).

  8. Vídeos Educacionais. — Vídeos que divulgam informação e ensinam verdades em qualquer ramo do ensino.

  9. Históricos. — Vídeos de eventos autênticos precisamente retratados, e preenchendo os requisitos estabelecidos neste artigo.

  10. Nossa Obra e Atividades Denominacionais.

  11. Vídeos de caráter honroso, dignos de elogios e precisamente ou precedendo os padrões estabelecidos neste artigo.

  12. Apresentações Inaceitáveis.

  13. Vídeos representando a Cristo.

  14. Todos os vídeos que representam peças fictícias.

  15. Vídeos de sexo explícito ou mesmo com conteúdo sexual implícito.

  16. Vídeos que rebaixam a estima pela santidade do casamento retratando separações de famílias ou ridicularizando a vida familiar e seus relacionamentos.

  17. Vídeos retratando cenas que sejam contrárias aos padrões e ideais adventistas, tais como dança, jogo de cartas, jogatina, bebida, vida noturna, farras, rebeldia e brutalidade.

  18. Vídeos retratando ou glorificando criminosos.

  19. Vídeos retratando cenas de violência, crueldade, brutalidade, tais como lutas profissionais.

  20. Vídeos retratando cenas de uso de cigarro ou bebida como atividades sociais desejáveis.

  21. Vídeos que por ridículo ou insinuação ou cruéis comédias poderiam rebaixar, na estima do observador o respeito pela lei de Deus, religião, o ministério ou a dignidade da pessoa humana ou de agentes legais.

  22. Vídeos de caráter científico ou histórico que distorcem os fatos ou pervertem a verdade.

  23. Vídeos que utilizem linguagem grosseira profana ou vulgar.

  24. Desenhos animados que violam os padrões de propriedade deste artigo (Folheto MV, 47 “Desenhos Animados”).

Televisão. 

Quanto à televisão, a decisão de escolha dos programas que vemos, tem-se tornado um problema diário no lar. A igreja não condena a TV, mas adverte os membros a aplicarem os mesmos princípios usados para os desenhos e vídeos animados, e, além disso, evitar gastar muito tempo vendo até mesmo bons programas. A seguinte é parte de uma declaração preparada sob a direção da Comissão da Conferência Geral (“E a Televisão?” p. 4).

A menos que os que assistem estejam sempre atentos, a TV consome uma excessiva quantidade de seu tempo. Os cristãos são mordomos do talento do tempo, sendo responsáveis diante de Deus por cada momento para melhorá-lo para a sua glória de Deus. O tempo foi dado à humanidade para auto-melhoramento, para o trabalho e exercício físico, para a comunhão com Deus, para servir a Deus e a humanidade, para recreação e alegria, e deveria sim ser utilizado em um programa equilibrado que traga honra a Deus e cumpra todas as necessidades e deveres da vida.

O Manual da Igreja [Adventista] (p. 180) dá o seguinte conselho sobre a televisão: Segurança para nós mesmos e para nossos filhos é encontrada em uma determinação, com a ajuda de Deus, de seguir o conselho do apóstolo Paulo: “Quanto ao mais irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável; tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. (Fil. 4:8)

Assistência ao Teatro e Esportes Comercializados. Diferentes de outras formas de entretenimentos visuais que foram discutidos neste artigo, o palco (inclusive dramas e operas) e esportes comercializados (inclusive entretenimentos comercializados) empregam pessoas, mas muitos dos princípios que se aplicam para as histórias em quadrinhos, desenhos animados e televisão, também se aplicam a eles. Ellen G. White escreve a respeito do palco:

“Entre os mais perigosos lugares de prazer, acha-se o teatro. Em vez de ser uma escola para a moralidade e virtude, como muitas vezes se pretende, é o próprio foco da imoralidade. Hábitos viciosos e propensões pecaminosas são fortalecidas e confirmadas por esses entretenimentos. Canções baixas, gestos, expressões e atitudes obscenos, depravam a imaginação e rebaixam a moralidade. Todo o jovem que habitualmente assiste a tais exibições será corrompido em seus princípios. Não há influência mais poderosa em nosso país para envenenar a imaginação, destruir as impressões religiosas e tirar o gosto pelos prazeres tranqüilos e pelas realidades sóbrias da vida do que as diversões teatrais. O amor a essas cenas aumenta a cada condescendência. O único caminho seguro é evitar ir ao teatro.” (MJ, 380).

A condescendência com esportes comercializados tais como baseball, futebol e basquete são desencorajados pela igreja. Desta maneira, o Manual da Igreja Adventista (p. 181) concita:

“Não patrocinemos diversões comercializadas, unido-nos às multidões de mundanos, negligentes e amantes dos prazeres que são “mais amantes dos deleites do que amantes de Deus”.

Jogos, Esportes e Banhos Recreativos Coletivos.

Jogos. Jogos tais como cartas são proibidos por causa de sua associação com a jogatina (Veja abaixo) e vício. Assim o Manual da Igreja Adventista concita a uma completa “separação das práticas mundanas tais como o jogar cartas”. Outros jogos tais como as damas, dominó, xadrez, etc., são desestimulados, principalmente porque podem abrir a porta para outros vícios. A respeito deles, Ellen G. White declarou:

“Há diversãos tais como a dança (Veja abaixo), cartas, xadrez, damas, etc., que não podemos aprovar, porquanto o Céu as condena. Estes divertimentos abrem a porta para grande mal.” (MJ, 392).

Outros tais como jogos sobre natureza, jogos bíblicos, certos jogos de palavras, são reconhecidos como sendo instrutivos e até mesmo de valor, salvo não ser gasto muito tempo com eles.

Geralmente, se o caráter do jogo e o espírito com que ele é jogado são saudáveis, a questão de ser próprio a um adventista participar em tal é determinada grandemente pela quantidade de tempo gasto jogando-o e as associações envolvidas. Qualquer gasto de tempo que tenda a privar de um desenvolvimento equilibrado deveria ser evitado; qualquer associação que provavelmente leve para longe de Deus devem ser evitados.

Esportes. 

Incluem atividades físicas ao ar livre e em ambientes fechados, freqüentemente competitivas, embora possam ser puramente recreativas. Todo esporte competitivo é desaconselhado. O espírito competitivo não é compatível com a fé cristã. Seja no esporte ou mesmo tarefas que envolvam sorteios e recompensas, onde haja alguns vencedores e outros derrotados, uns alegres e outros tristes.

“Os exercícios ginásticos preenchem uma útil lacuna em muitas escolas; mas sem uma supervisão cuidadosa, são freqüentemente levados ao excesso. Muitos jovens, pelas proezas de força que tentam realizar nos salões de ginástica, têm trazido lesões para toda a vida. O exercício em um salão de ginástica, embora bem conduzido, não pode substituir a recreação ao ar livre.” (Ed., 210)

Jogatina. Em comum com a maioria das Igrejas Cristãs, os membros do adventismo tradicional objetaram quanto ao jogo em várias bases. Eles crêem que ele viola o princípio da mordomia cristã de propriedade, é antisocial, e é oneroso, pois não acrescenta à riqueza da comunidade e tende a tornar o acaso uma base de conduta. Os que jogam não são abertamente mantidos como membros.

“O jogo de cartas, as apostas, jogo, as corridas de cavalo e as representações teatrais são todas de sua [de Satanás] própria invenção, e ele tem induzido homens a levarem avante esses divertimentos com tanto zelo como se estivessem ganhando para si a própria dádiva da vida eterna” (CM, 134).

Dança. A dança, de alguma forma, tem sido uma prática mundial através da história. A dança ritual é encontrada entre os povos mais primitivos. Em tempos bíblicos, as danças religiosas eram associadas ao culto, como quando Míriam dirigiu o canto e a dança em gratidão pela libertação no Mar Vermelho (Êx. 15:20, 21), e quando Davi “dançou perante o Senhor” (II Sam. 6:14).

Porém, a dança social como é conhecida hoje não é encontrada nas Escrituras, e desde o início a IASD tem-se objetado a ela. “O divertimento da dança, como orientado em nosso dias, é uma escola de depravação, uma terrível maldição para a sociedade” (MJ, 399). Ensinando-se que a dança tende a diminuir o interesse na vida espiritual, geralmente envolve associações não-cristãs e cria uma excitação que pode levar à imoralidade. Os candidatos ao batismo são aconselhados a se absterem dela.

Banhos Recreativos Coletivos de Piscina, Rio, Mar e etc.

Se bem conduzido por um líder cristão, um grupo de jovens cristãos pode se recrear ao contemplar a natureza ou ao fazer atividade física sadia dentro da água, seja em piscinas ou rios. Obviamente que em locais naturais este tipo de atividade será ainda mais proveitosa espiritualmente ao elevar nosso pensamento ao Criador. Contudo, jamais os banhos de recreação nesses locais devem misturar jovens solteiros de sexos opostos. Os trajes de banho devem ser os mais decorosos e modestos possível.

Especialmente em eventos da igreja é altamente aconselhado não se misturar pessoas de sexos opostos dentro do mesmo espaço de recreação simultaneamente. Por mais que isso, nos dias atuais, soe como extremismo religioso,  esse cuidado se baseia no pensamento bíblico de se evitar a aparência do mal. O ideal é que eventos espirituais não sejam realizados em espaços onde a recreação poderá desviar o foco do conteúdo espiritual dos mesmos. 

Possibilidades de Recreação Cristã.


O adventismo original têm-se esforçado sempre que possível a tomar uma atitude positiva com respeito à recreação. Desta forma as organizações e os departamentos jovens das associações locais estimulam tais tipos de esportes ao ar livre como caminhada, acampar, explorações e canoagem. Sociedades jovens locais podem oferecer oportunidades para companheirismo sadio no serviço e na recreação. Clubes jovens e outros patrocinam várias recreações externas e internas. Entretenimentos escolares de vários tipos, alguns deles dirigidos por estudantes, atividades manuais, coleções e projetos de jovens, hobbies em casa, bem como reuniões de caráter sadio, oferecem oportunidades maiores para recreação cristã agradável para a juventude da igreja.

Conheça mais alguns textos do Espírito de Profecia sobre o tema:

Os cristãos podem ter fontes de felicidade a sua disposição, podendo discernir com infalível exatidão quais sejam os prazeres lícitos e legítimos. Podem desfrutar daquelas recreações que não prejudiquem a mente ou rebaixem a alma, as que não tragam desapontamento nem deixem uma influência desoladora que venha mais tarde a destruir o respeito próprio ou a impedir o caminho da prestatividade. Se podem conservar consigo a Jesus e manter um espírito de oração estão perfeitamente a salvo.

Toda diversão em que vos puderdes empenhar pedindo sobre ela, com fé, a bênção de Deus, não será perigosa. Mas todo divertimento que vos torna inaptos para a oração particular, para a devoção no altar da oração, ou para tomar parte nas reuniões de oração, não é seguro, mas perigoso.

Somos daquela classe que crê ser nosso privilégio em cada dia de nossa vida glorificar a Deus na Terra; que não devemos viver neste mundo meramente para a nossa própria diversão, para meramente agradar-nos a nós mesmos. Aqui nos achamos para beneficiar a humanidade, e ser uma bênção para a sociedade; e se permitimos a mente soltar-se naquela corrente inferior em que giram os pensamentos dos que buscam simplesmente vaidade e extravagância, como podemos ser um benefício a nossa raça, a nossa geração? Como ser uma bênção à sociedade em volta de nós? Não podemos inocentemente condescender com qualquer diversão que nos inabilite ao mais fiel desempenho dos deveres usuais. […]

Há muitas coisas que são boas em si mesmas, mas que pervertidas por Satanás, provam-se um laço para os desprevenidos.

Mas é necessário haver grande temperança nas diversões, bem como em qualquer outra ocupação. E o caráter desses entretenimentos deve ser cuidadosa e cabalmente considerado. Todo jovem deve perguntar-se a si mesmo: Que efeito terão essas diversões na saúde física, mental e moral? Ficará meu espírito tão absorvido que me esqueça de Deus? Deixarei de ter em mente a Sua glória?

É privilégio e dever dos cristãos procurar refrigerar o espírito e revigorar o corpo mediante inocente recreação, com o intuito de empregar as energias físicas e mentais para a glória de Deus. Nossas recreações não devem ser cenas de insensata alegria, tomando a forma de uma insensatez. Podemos dirigi-las de maneira a beneficiar e elevar aqueles com quem nos associamos, habilitando-nos melhor, a nós e a eles, para atender com mais êxito aos deveres que sobre nós recaem como cristãos. […]

O tempo despendido em exercícios físicos não é perdido. […] O exercício proporcional de todos os órgãos e faculdades do corpo é essencial para o melhor trabalho de cada um. Quando o cérebro está constantemente sobrecarregado enquanto os outros órgãos da estrutura viva ficam inativos, há uma perda de força, tanto física como mental. O sistema físico é lesado em seu tono saudável, a mente perde seu frescor e vigor, e o resultado é uma agitação mórbida. […]

Os que se acham empenhados em estudo, devem ter folga. A mente não deve estar continuamente submetida a uma intensa atividade, pois o delicado maquinismo mental vem a gastar-se. O corpo, da mesma maneira que a mente, precisa de exercício. — O Lar Adventista, 493-495.

Recreação que pode ser aproveitada tanto pelo rico quanto pelo pobre — Não se podem tornar os jovens tão quietos e sérios como as pessoas de idade; a criança tão sóbria como o pai. Conquanto as diversões pecaminosas sejam condenadas, como devem ser, provejam os pais, os professores ou pessoas delas encarregadas, no lugar das mesmas, prazeres inocentes, que não mancham nem corrompem a moral. Não reprimam os jovens a rígidas exigências e restrições que os induzam a sentir-se oprimidos, e a infringi-las, precipitando-se em caminhos de loucura e destruição. Com mão firme, bondosa e considerada, mantende as rédeas do governo, guiando e regendo-lhes o espírito e desígnios, não obstante com tanta brandura, tanta sabedoria e amor que eles reconheçam ainda terdes em vista seu máximo bem. — Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, 335.

Há modalidades de recreação grandemente benéficas tanto para a mente como para o corpo. A mente esclarecida e perspicaz encontrará abundantes meios de entretenimentos e diversão nas fontes não só inocentes, mas instrutivas. A recreação ao ar livre e a contemplação das obras de Deus na natureza serão do mais elevado benefício. — Testimonies for the Church 4:653.

Nenhuma recreação apenas proveitosa a si mesmos se revelará uma bênção tão grande às crianças e jovens, como a que os faz úteis aos outros. Entusiastas e impressionáveis por natureza, são prontos a corresponder à sugestão.

Deus proveu para cada qual prazeres que podem ser desfrutados por pobres e ricos igualmente: o prazer que se encontra em cultivar a pureza de pensamentos e a ação abnegada, o prazer que provém de falar palavras de simpatia e praticar atos de bondade. Dos que executam esse serviço, irradia a luz de Cristo para iluminar vidas obscurecidas por muitas mágoas. — Testimonies for the Church 9:57.

Há quantidades de coisas necessárias e úteis para se fazer em nosso mundo que tornariam o exercício de entretenimento quase inteiramente desnecessário. Cérebro, ossos e músculos adquirirão solidez e força quando usados com propósito, em fazer o bem, em pensar com aplicação e imaginar planos que os levarão ao desenvolvimento das faculdades do intelecto e da força dos órgãos físicos, os quais levarão ao uso prático dos talentos dados por Deus com que poderão glorificá-Lo. — O Lar Adventista, 509.

Não condeno o simples exercício de brincar com uma bola; mas isto, mesmo em sua simplicidade, pode ser levado ao excesso.

Preocupam-me muito sempre os resultados quase inevitáveis que vêm na esteira dessa recreação. Eles levam a um gasto de meios que deviam ser aplicados em levar a luz da verdade às almas que estão perecendo sem Cristo. Divertimentos e gasto de meios para satisfação própria, que levam passo a passo à glorificação do eu, bem como o treinamento nesses jogos para obtenção de prazer produzem amor e paixão pelas coisas que não favorecem o aperfeiçoamento do caráter cristão. — O Lar Adventista, 499.

Amizades e hábitos corretos — Os jovens que são colocados noutro convívio, podem fazer dele uma bênção ou maldição. Podem edificar, abençoar e fortalecer uns aos outros, melhorando em conduta, disposição e conhecimento; ou ao permitir se tornarem descuidosos e infiéis, poderão apenas exercer influência desmoralizadora.

Jesus será o ajudador de todos que depositam a sua confiança nEle. Aqueles que estão ligados a Cristo têm felicidade à sua disposição. Seguem o caminho onde o seu Salvador conduz, por Sua causa crucificam o eu, com as afeições e concupiscências. Essas pessoas edificaram suas esperanças em Cristo, e as tempestades da Terra são impotentes para arrebatá-las do fundamento seguro.

Depende de vocês, jovens moços e moças, se tornarem pessoas de confiança, integridade e verdadeira utilidade. Devem estar prontos e resolutos para assumirem posição pelo que é correto, sob todas as circunstâncias. Não podemos levar nossos hábitos errados conosco para o Céu, e a menos que os vençamos aqui, ele nos fecharão a habitação dos justos. Os hábitos maus, quando encontram oposição, oferecem a mais vigorosa resistência; mas se a luta é mantida com energia e perseverança, eles podem ser vencidos.

A fim de formar hábitos corretos, devemos buscar a companhia de pessoas de moral íntegra e influência religiosa. — Testimonies for the Church 4:655.

Fosse a juventude persuadida a associar-se com os puros, os sensatos e amáveis, muito salutar seria o efeito. Caso se escolham companheiros que temam ao Senhor, a influência induzirá à verdade, ao dever, à santidade. Uma vida verdadeiramente cristã é uma força para o bem. Por outro lado, porém, os que se associam com homens e mulheres de moral duvidosa, ou de maus costumes e princípios, dentro em breve estarão andando nos mesmos caminhos. As tendências do coração natural são descendentes. Os que convivem com os céticos tornar-se-ão em breve céticos também; os que preferem a companhia dos vis, com certeza tornar-se-ão vis por sua vez. Andar no “conselho dos ímpios” é o primeiro passo para deter-se “no caminho dos pecadores” e sentar-se “na roda dos escarnecedores”. Salmos 1:1.

Ora, todos os que quiserem formar um caráter reto, escolham companheiros de uma séria e refletida disposição de espírito, e que tenham inclinação religiosa. Os que fizeram as contas, e desejam construir para a eternidade, devem pôr bom material nessa construção. Se aceitam vigas apodrecidas, se se contentam com as deficiências do caráter, o edifício está condenado à ruína. Cuidem todos na maneira por que edificam. A tempestade da tentação se abaterá sobre a casa, e a menos que ela esteja firme e fielmente construída, não resistirá à prova.

O bom nome é mais precioso do que o ouro. Há da parte dos jovens a tendência de se associarem com outros de espírito e moral inferiores. Que satisfação real pode uma pessoa jovem esperar da voluntária ligação com outras de baixa norma nas idéias, nos sentimentos e na conduta? Alguns têm gostos corrompidos e hábitos depravados, e todos quantos buscam tais companheiros seguir-lhes-ão o exemplo. — Testimonies for the Church 4:587, 588.

Talvez não vejais nenhum perigo real em dar o primeiro passo na frivolidade e na busca do prazer, e penseis que quando vos aprouver mudar de atitude, sereis capazes de proceder corretamente com tanta facilidade como antes de vos entregardes ao mal. Engano. Pela escolha de maus companheiros, muitos têm sido passo a passo desviados do caminho da virtude aos abismos da desobediência e do desregramento em que, outrora, haveriam julgado impossível imergir. — Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, 224.

Não penseis que Deus deseja que nos abstenhamos de tudo que é para nossa felicidade aqui. Tudo que Ele requer de nós é que deixemos aquilo que não é para nosso bem. — O Lar Adventista, 502.

Repouso absoluto e divertimento — Os rapazes devem lembrar-se de que são responsáveis por todos os privilégios que têm fruído, pelo aproveitamento do tempo, e pelo devido emprego de suas aptidões. Talvez indaguem: “Não teremos nenhum divertimento ou recreação? Havemos de trabalhar, trabalhar, trabalhar sem variação?” — Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, 337.

Uma mudança no trabalho físico que severamente esteja sobrecarregando as forças pode ser muito necessária por algum tempo, a fim de que possam de novo empenhar-se no trabalho, aplicando o vigor com maior sucesso. Mas repouso total pode não ser necessário, nem mesmo ser seguido dos melhores resultados no que respeita à força física. Eles não necessitam, mesmo quando esgotados com uma determinada espécie de trabalho, desperdiçar seus preciosos momentos. Devem procurar fazer então alguma coisa não tão cansativa, mas que seja uma bênção a sua mãe e irmãs. Aliviando-lhes os cuidados por tomar sobre si os mais duros encargos que elas têm de levar, podem eles encontrar aquele divertimento que brota do princípio e que lhes proporcionará a verdadeira felicidade. Seu tempo não será despendido em futilidades ou em condescendência egoísta. Seu tempo pode ser sempre empregado com proveito, e eles podem ser refrigerados com a variação, e não obstante estar remindo o tempo, de maneira que cada momento produza bom resultado a alguém. — Testimonies for the Church 3:223.

Muitos afirmam que é necessário para a preservação da saúde física dedicar-se a entretenimento egoísta. É certo que se requer mudança para o melhor desenvolvimento do corpo, pois corpo e mente são refrigerados e revigorados pela variação; mas este objetivo não é alcançado pela participação de entretenimentos tolos, com negligência dos deveres diários que se requer os jovens realizem. — O Lar Adventista, 508.

Entre os mais perigosos lugares de diversões, acha-se o teatro. Em vez de ser uma escola de moralidade e virtude, como muitas vezes se pretende, é um verdadeiro foco de imoralidade. Hábitos viciosos e propensões pecaminosas são fortalecidos e confirmados por esses entretenimentos. Canções baixas, gestos, expressões e atitudes licenciosos depravam a imaginação e rebaixam a moralidade. Todo jovem que costuma assistir a essas exibições se corromperá em seus princípios. Não há em nosso país influência mais poderosa para envenenar a imaginação, destruir as impressões religiosas e tirar o gosto pelos prazeres tranqüilos e as realidades sóbrias da vida, do que as diversões teatrais. O amor a essas cenas aumenta a cada condescendência, assim como o desejo das bebidas alcoólicas se fortalece com seu uso. O único caminho seguro é abster-nos de ir ao teatro, ao circo e a qualquer outro lugar de diversão duvidosa. — Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, 334, 335.

A dança de Davi em júbilo reverente, perante Deus, tem sido citada pelos amantes dos prazeres para justificarem as danças modernas da moda; mas não há base para tal argumento. Em nosso tempo a dança está associada com a extravagância e as orgias noturnas. A saúde e a moral são sacrificadas ao prazer. Para os que freqüentam os bailes, Deus não é objeto de meditação e reverência; sentir-se-ia estarem a oração e o cântico de louvor deslocados, na assembléia deles. Esta prova deve ser decisiva. Diversões que tendem a enfraquecer o amor pelas coisas sagradas e diminuir nossa alegria no serviço de Deus, não devem ser procuradas por cristãos. A música e dança, em jubiloso louvor a Deus, por ocasião da mudança da arca, não tinham a mais pálida semelhança com a dissipação da dança moderna. A primeira tendia à lembrança de Deus, e exaltava Seu santo nome. A última é um ardil de Satanás para fazer os homens se esquecerem de Deus e O desonrarem. — Patriarcas e Profetas, 707.

Os jovens geralmente se conduzem como se as preciosas horas da graça, enquanto a miséria se estende, fossem um grande feriado e eles tivessem sido postos no mundo meramente para entretenimento próprio, para fruir uma contínua sucessão de incitamento. Satanás tem feito esforços especiais para induzi-los a buscar a felicidade em diversões mundanas, e justificar-se procurando mostrar que esses divertimentos são inofensivos, inocentes, e mesmo importantes para a conservação da saúde. — Testimonies for the Church 1:501.

Muitos estão avidamente participando de prazeres mundanos, desmoralizantes, os quais a Palavra de Deus proíbe. Cortam assim sua ligação com Deus e se enfileiram entre os amantes dos prazeres do mundo. Os pecados que destruíram os antediluvianos e as cidades da planície prevalecem hoje — não meramente em terras pagãs, não apenas entre os populares professos do cristianismo, mas mesmo entre os que afirmam estar aguardando a vinda do Filho do homem. Se Deus lhe apresentasse esses pecados como aparecem a Sua vista, você se encheria de vergonha e terror. — Testimonies for the Church 5:218.

O desejo de agitação e aprazível entretenimento é uma tentação e uma cilada ao povo de Deus, e especialmente aos jovens. Satanás está continuamente arranjando engodos com que desviar a mente da solene obra de preparação para as cenas que se acham num próximo futuro. Por intermédio dos mundanos, entretém uma constante estimulação a fim de induzir os imprudentes a se unirem aos prazeres do mundo. Existem shows, conferências e uma ilimitada variedade de distrações destinadas a levar ao amor do mundo; e mediante esta união com ele a fé é enfraquecida. […]

Deus não reconhece os caçadores de prazer como Seus seguidores. Unicamente os abnegados, os que vivem uma vida de sobriedade, humildade e santidade, são verdadeiros seguidores de Jesus. E esses não podem encontrar alegria nas frívolas e vazias conversações dos amantes do mundo. — Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, 325, 328.

Se verdadeiramente pertenceis a Cristo, tereis oportunidades de testificar em Seu favor. Sereis convidados a ir a lugares de diversões, e esta será uma oportunidade que tereis de testificar de vosso Senhor. Se fordes leais a Cristo então, não procurareis encontrar desculpas para não aceitar o convite, mas clara e modestamente declarareis que sois filhos de Deus, e vossos princípios não vos permitiriam estar num lugar, mesmo ocasional, onde não podeis convidar a presença de vosso Senhor. — O Lar Adventista, 519.

Entre as associações dos seguidores de Cristo para recreação cristã e as reuniões para divertimento e prazeres mundanos se notará marcado contraste. Em vez de oração e menção de Cristo e de coisas sagradas, se ouvirão dos lábios dos mundanos risadas tolas e conversação frívola. Sua intenção é propiciar divertimento geral. Sua diversão começa com estultícia e termina em futilidade. — O Lar Adventista, 512. / Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, Capítulo 29.

Como o Cristão Escolhe sua Recreação

Recreação Cristã ou Divertimento Mundano?

Há diferença entre recreação e divertimento. A recreação, na verdadeira acepção do termo – recriação – tende a fortalecer e construir. Afastando-nos de nossos cuidados e ocupações usuais, proporciona descanso ao espírito e ao corpo, e assim nos habilita a voltar com novo vigor ao sério trabalho da vida.

O divertimento, por outro lado, é procurado com o fim de proporcionar prazer, e é muitas vezes levado ao excesso; absorve as energias que são necessárias para o trabalho útil, e desta maneira se revela um estorvo ao verdadeiro êxito da vida. Educação, pág. 207.

Entre as associações dos seguidores de Cristo para recreação cristã e as reuniões para divertimento e prazeres mundanos se notará marcado contraste. Em vez de oração e menção de Cristo e de coisas sagradas, se ouvirão dos lábios dos mundanos risadas tolas e conversação frívola. Sua intenção é propiciar divertimento geral. Sua diversão começa com estultícia e termina em futilidade. Review and Herald, 25 de maio de 1886.

Mas é necessário haver grande temperança nas diversões, bem como em qualquer outra ocupação. E o caráter desses entretenimentos deve ser cuidadosa e cabalmente considerado. Todo jovem deve perguntar-se a si mesmo: Que efeito terão essas diversões na saúde física, mental e moral? Ficará meu espírito tão absorvido que me esqueça de Deus? Deixarei de ter em mente a Sua glória? Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 333 e 334.

Regra Para se Reconhecer o Entretenimento Lícito

Nunca devemos perder de vista o fato de que Jesus é uma fonte de alegria. Ele não Se deleita na infelicidade dos seres humanos, mas aprecia vê-los felizes.

Os cristãos podem ter fontes de felicidade a sua disposição, podendo discernir com infalível exatidão quais sejam os prazeres lícitos e legítimos. Podem desfrutar daquelas recreações que não prejudiquem a mente ou rebaixem a alma, as que não tragam desapontamento nem deixem uma influência desoladora que venha mais tarde a destruir o respeito próprio ou a impedir o caminho da prestatividade. Se podem conservar consigo a Jesus e manter um espírito de oração estão perfeitamente a salvo. Review and Herald, 19 de agosto de 1884.

Toda diversão em que vos puderdes empenhar pedindo sobre ela, com fé, a bênção de Deus, não será perigosa. Mas todo divertimento que vos torna inaptos para a oração particular, para a devoção no altar da oração, ou para tomar parte nas reuniões de oração, não é seguro, mas perigoso. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 337.

Recreações que Incapacitam Para os Deveres Comuns

Somos daquela classe que crê ser nosso privilégio em cada dia de nossa vida glorificar a Deus na Terra; que não devemos viver neste mundo meramente para a nossa própria diversão, para meramente agradar-nos a nós mesmos. Aqui nos achamos para beneficiar a humanidade, e ser uma bênção para a sociedade; e se permitimos a mente soltar-se naquela corrente inferior em que giram os pensamentos dos que buscam simplesmente vaidade e extravagância, como podemos ser um benefício a nossa raça, a nossa geração? Como ser uma bênção à sociedade em volta de nós? Não podemos inocentemente condescender com qualquer diversão que nos inabilite ao mais fiel desempenho dos deveres usuais. Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 336.

O bem-estar da alma, não deve ser posto em perigo pela satisfação de qualquer desejo egoísta, e devemos evitar toda recreação que de tal modo fascine a mente que os deveres comuns da vida pareçam insípidos e desinteressantes. Pela condescendência com tais divertimentos a mente se confirma numa direção errada, e Satanás perverte de tal maneira os pensamentos que o erro chega a parecer direito. Então a restrição e submissão aos pais, tal como Cristo prestou aos Seus, parece insuportável. The Youth”s Instructor, 27 de julho de 1893.

Reuniões Sociais Objetáveis

Há muitas coisas que são boas em si mesmas, mas que pervertidas por Satanás, provam-se um laço para os desprevenidos. Carta 144, 1906.

Conforme são realizadas comumente, as reuniões sociais são … um embaraço ao crescimento real, quer do espírito quer do caráter. Formam-se associações frívolas, hábitos de extravagância e de busca de prazeres, bem como muitas vezes de dissipação, coisas estas que moldam a vida toda para o mal. Em vez de tais diversões, pais e professores muito poderão fazer para suprir distrações sãs, que proporcionem vida. Educação, pág. 211.

Tem havido, porém, em ______, … reuniões de prazer, que têm sido um opróbrio às nossas instituições e à Igreja. Essas reuniões estimulam ao orgulho do vestuário, orgulho da aparência, à satisfação do próprio eu, ao riso e frivolidade. Satanás é recebido como hóspede de honra e toma posse dos que promovem essas reuniões.

A visão de um desses grupos me foi apresentada – grupo em que se achavam reunidas pessoas que professam crer na verdade. Uma delas achava-se a um instrumento de música, e cantavam canções tais que faziam chorar os anjos da guarda. Havia ruidosa alegria, havia riso vulgar, abundância de entusiasmo, e uma espécie de inspiração; mas a alegria era daquela espécie que unicamente Satanás é capaz de produzir. É um entusiasmo e uma absorção de que os que amam a Deus se envergonharão. Preparam os que deles participam para pensamentos e ações profanos. Tenho motivos para pensar que alguns dos que tomaram parte naquela cena se arrependeram sinceramente do vergonhoso ato.

Muitas reuniões dessa espécie me foram mostradas. Tenho visto a alegria, a exibição de vestidos, o adorno pessoal. Todos querem ser considerados inteligentes, e entregam-se ao riso, aos tolos gracejos, à lisonja vulgar e às ruidosas gargalhadas. Cintilam os olhos, as faces ficam coradas, e a consciência adormece. Comendo, bebendo e alegrando-se, fazem eles o que podem para se esquecer de Deus. A cena de prazer é seu paraíso. E o Céu contempla, vendo e ouvindo tudo. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 339 e 340.

As reuniões para divertimento confundem a fé, e tornam o motivo confuso e incerto. O Senhor não aceita corações divididos. Quer o homem todo. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 345.

Poucos Divertimentos Populares São Sadios

Muitos dos divertimentos populares no mundo hoje, mesmo entre aqueles que pretendem ser cristãos, propendem para os mesmos fins que os dos gentios, outrora. Poucos há na verdade entre eles que Satanás não torne responsáveis pela destruição de almas. Por meio da arte dramática, ele tem operado durante séculos para provocar a paixão e glorificar o vício. A ópera com sua fascinadora ostentação e música sedutora, o baile de máscaras, a dança, o jogo de cartas, Satanás emprega para derribar as barreiras dos princípios, e abrir a porta à satisfação sensual. Em todo o ajuntamento para diversão onde é alimentado o orgulho e satisfeito o apetite, onde a pessoa é levada a esquecer-se de Deus e perder de vista os interesses eternos, ali está Satanás atando suas correntes em redor da alma. Patriarcas e Profetas, págs. 459 e 460.

O verdadeiro cristão não desejará entrar em qualquer lugar de divertimento ou empenhar-se em qualquer diversão sobre os quais não possa pedir a bênção de Deus. Ele não será encontrado nos teatros, nem nos salões de jogos. Não se unirá com os alegres valsistas nem tolerará qualquer outro sedutor prazer que banirá Cristo da mente.

Aos que anseiam por essas diversões, respondemos: Não podemos condescender com elas em nome de Jesus de Nazaré. A bênção de Deus não poderia ser invocada sobre o tempo gasto no teatro ou na dança. Nenhum cristão desejaria enfrentar a morte em tal lugar. Ninguém desejaria ser aí encontrado quando Cristo vier. Review and Herald, 28 de fevereiro de 1882.

Teatro, Ninho de Imoralidade

Entre os mais perigosos lugares de diversões, acha-se o teatro. Em vez de ser uma escola de moralidade e virtude, como muitas vezes se pretende, é um verdadeiro foco de imoralidade. Hábitos viciosos e propensões pecaminosas são fortalecidos e confirmados por esses entretenimentos. Canções baixas, gestos, expressões e atitudes licenciosos depravam a imaginação e rebaixam a moralidade. Todo jovem que costuma assistir a essas exibições se corromperá em seus princípios. Não há em nosso país influência mais poderosa para envenenar a imaginação, destruir as impressões religiosas e tirar o gosto pelos prazeres tranqüilos e as realidades sóbrias da vida, que as diversões teatrais. O amor a essas cenas aumenta a cada condescendência, assim como o desejo das bebidas intoxicantes se fortalece com seu uso. O único caminho seguro é abster-nos de ir ao teatro, ao circo e a qualquer outro lugar de diversão duvidosa. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 334 e 335.

Dança – uma Escola de Depravação

Em muitas famílias religiosas a dança e o jogo de cartas são feitos um passatempo familiar. Argumenta-se que esses são divertimentos domésticos tranqüilos, os quais podem ser desfrutados a salvo sob as vistas paternas. Mas assim é cultivado o amor por esses prazeres estimulantes, e o que era considerado inofensivo no lar não será por muito tempo considerado perigoso fora. Ainda está por provar que haja qualquer bem a ser obtido desses divertimentos. Eles não dão vigor ao corpo nem repouso à mente. Não implantam na alma qualquer sentimento santo ou virtuoso. Ao contrário, destrói todo gosto por pensamentos sérios ou pelo culto. É certo que há um grande contraste entre as reuniões da classe mais seleta e as promíscuas e degradantes reuniões das casas de dança vulgar. Mas todas são passos no caminho da dissipação. Review and Herald, 28 de fevereiro de 1882.

A Dança de Davi não é um Precedente

A dança de Davi em júbilo reverente, perante Deus, tem sido citada pelos amantes dos prazeres para justificarem as danças modernas da moda; mas não há base para tal argumento. Em nosso tempo a dança está associada com a extravagância e as orgias noturnas. A saúde e moral são sacrificadas ao prazer. Para os que freqüentam os bailes, Deus não é objeto de meditação e reverência; sentir-se-ia estarem a oração e o cântico de louvor deslocados, na assembléia deles. Esta prova deve ser decisiva. Diversões que tendem a enfraquecer o amor pelas coisas sagradas e diminuir nossa alegria no serviço de Deus, não devem ser procuradas por cristãos. A música e dança, em jubiloso louvor a Deus, por ocasião da mudança da arca, não tinham a mais pálida semelhança com a dissipação da dança moderna. A primeira tendia à lembrança de Deus, e exaltava Seu santo nome. A última é um ardil de Satanás para fazer os homens se esquecerem de Deus e O desonrarem. Patriarcas e Profetas, pág. 707.

Jogo de Cartas – Prelúdio Para o Crime

O jogo de cartas devia ser proibido. As associações e tendências são perigosas. O príncipe das potestades das trevas preside nas salas de jogo e onde quer que haja jogo de cartas. Anjos maus são hóspedes familiares nesses lugares. Nada há em tais divertimentos que seja benéfico à alma ou ao corpo. Nada há que fortaleça o intelecto, nada que o robusteça com idéias para uso futuro. A conversação é sobre assuntos triviais e degradantes. … Perícia no manuseio de cartas leva logo ao desejo de pôr essa habilidade e tato de alguma forma em benefício próprio. É posta em jogo uma pequena soma, depois outra maior, até que se adquire uma sede pelo jogo, a qual leva à ruína certa. Quantos este pernicioso divertimento tem levado a toda prática pecaminosa, à pobreza, à prisão, ao assassínio e à forca! E no entanto muitos pais não vêem o terrível abismo de ruínas que se abre para nossos jovens. Testimonies, vol. 4, pág. 652.

O Temor de Parecer Singular

Professos cristãos, de caráter e experiência religiosa superficiais, são pelo tentador usados como engodo. Esta classe está sempre pronta para as reuniões sociais ou de esporte, e sua influência atrai a outros. Rapazes e moças que têm procurado ser cristãos bíblicos, são persuadidos a unir-se ao grupo, arrastados para o círculo. Não consultam com oração a norma divina, para saber o que Cristo disse quanto ao fruto que deve ser produzido pela árvore cristã. Não discernem que esses entretenimentos são na verdade banquetes de Satanás, preparados com o intuito de impedir almas de aceitarem o convite para as bodas do Cordeiro, e de receberem o vestido branco do caráter – a justiça de Cristo. Ficam confundidos quanto ao que é direito fazerem, como cristãos. Não querem que os julguem singulares, e naturalmente se inclinam a seguir o exemplo dos outros. Caem assim sob a influência dos que nunca tiveram o divino toque no coração ou na mente. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 340 e 341.

Evitar o Primeiro Passo na Condescendência

Talvez não vejais nenhum perigo real em dar o primeiro passo na frivolidade e na busca do prazer, e penseis que quando vos aprouver mudar de atitude, sereis capazes de proceder corretamente com tanta facilidade como antes de vos entregardes ao mal. Engano. Pela escolha de maus companheiros, muitos têm sido passo a passo desviados da vereda da virtude aos abismos da desobediência e do desregramento em que, outrora, haveriam julgado impossível imergir. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, pág. 224.

Uma Declaração Franca de Princípios Cristãos

Se verdadeiramente pertenceis a Cristo, tereis oportunidades de testificar em Seu favor. Sereis convidados a estar presentes em lugares de divertimentos, e esta será uma oportunidade que tereis de testificar de vosso Senhor. Se fordes leais a Cristo então, não procurareis encontrar escusas para não aceitar o convite, mas clara e modestamente declarareis que sois filhos de Deus, e vossos princípios não vos permitiriam estar num lugar, mesmo ocasional, onde não podeis convidar a presença de vosso Senhor. The Youth”s Instructor, 4 de maio de 1893.

É desígnio de Deus manifestar por meio de Seu povo os princípios de Seu reino. A fim de que lhes seja possível revelar esses princípios na vida e no caráter, Ele os deseja separar dos costumes, hábitos e práticas do mundo. …

Assombrosas cenas se estão desdobrando diante de nós; e em tal tempo, é preciso que a vida do povo professo de Deus seja um vivo testemunho, de modo que o mundo veja que, neste século, quando o mal espalha-se por toda parte, existe ainda um povo que põe de lado a própria vontade para buscar fazer a vontade de Deus – povo em cujo coração e vida se acha escrita a Sua lei.

Deus espera que os que usam o nome de Cristo O representem. Seus pensamentos devem ser puros; suas palavras, nobres e próprias para elevar. A religião de Cristo deve entretecer-se em tudo quanto eles façam ou digam. … O Senhor deseja que Seu povo manifeste pela vida que vive a vantagem do cristianismo sobre a mundanidade; manifeste agir em plano mais elevado e santo. Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, págs. 321-324.” Livro O Lar Adventista, CAPÍTULO 82, págs. 512-520

Fontes: Publicado originalmente em: http://www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=3436&id_noticia=5587

https://musicaeadoracao.com.br/28892/recreacao-e-diversao-na-iasd/

setimodia.wordpress.com/2012/06/01/recreacao-adequada/