O Amadurecimento das Missões – 1

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“A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei? É semelhante a um grão de mostarda que um homem plantou na sua horta; e cresceu e fez-se árvore”. Lucas 13:18, 19

No início dos anos 1880, as missões europeias haviam chegado à adolescência. Vários fatores sugeriam o aumento da importância das missões para a denominação.

Um deles foi uma série de visitas de líderes adventistas proeminentes, enviados pela Associação Geral para conhecer as várias missões europeias entre 1882 e 1887. O primeiro a fazer isso foi Stephen N. Haskell, em 1882. Haskell recomendou a publicação em mais idiomas e ajudou os europeus a desenvolverem uma estrutura de organização mais funcional.

Mais importantes, porém, foram as visitas de George Butler (presidente da Associação Geral), em 1884, e de Ellen White e seu filho (William C. White), de 1885 a 1887. Além de fortalecer a Igreja Adventista do Sétimo Dia na Europa, tais visitas demonstraram o interesse da denominação no programa missionário. Pouco a pouco, o adventismo se transformava em uma igreja mundial.

O segundo conjunto de indicadores do crescente amadurecimento das missões europeias foram os desenvolvimentos na parte organizacional. O principal deles foi a primeira reunião geral dos obreiros das diferentes missões adventistas do sétimo dia na Europa, em 1882, “para consultas a respeito das diversas necessidades da causa”. Intimamente ligado ao desenvolvimento do Concílio Europeu dos Adventistas do Sétimo Dia se encontra o início da publicação de periódicos alemães, italianos e romenos em 1884. Já existia um em francês desde 1879.

Fora da Europa, os adventistas fundaram missões custeadas pela Associação Geral entre os protestantes europeus na Austrália e na Nova Zelândia, em 1885, e na África do Sul, em 1887. É interessante observar que todos esses países já contavam com membros leigos antes da chegada dos missionários oficiais.

Essas novas missões logo se uniriam aos Estados Unidos e à Europa como bases para o envio de missionários a outras nações, para a etapa seguinte do desenvolvimento das missões adventistas: levar as três mensagens angélicas a todas as nações do mundo. Essa etapa, que começou por volta de 1889, foi um desdobramento lógico do desenvolvimento da interpretação adventista das passagens que se referem a toda nação, língua e povo (Ap 14:6; 10:11; Mt 24:14).

A esperança do adventismo é a missão cumprida. “Vem, Senhor Jesus” era a oração dos primeiros adventistas. “Vem, Senhor Jesus, vem depressa” continua a ser nossa prece diária.

O Amadurecimento das Missões – 2

“A estes Doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios…” Mateus 10:5

“Muitas vezes se questionou por que o adventismo do sétimo dia escolheu a Europa central […] como primeiro campo das operações de missões estrangeiras”, escreveu B. L. Whitney em 1886, no primeiro parágrafo de Historical Sketches of the Foreign Missions of Seventh-day Adventists [Esboço Histórico das Missões Estrangeiras dos Adventistas do Sétimo Dia]. Parte da resposta se deve à “missão preparatória de Czechowski”, porém houve mais do que isso.

John Andrews fez um esclarecimento crucial ao questionamento de Whitney em sua primeira carta depois de chegar à Europa. Ele escreveu: “Creio com toda firmeza que Deus tem muitas pessoas na Europa prontas para obedecer a Sua santa lei e reverenciar o sábado, além de aguardar Seu Filho voltar no céu. Vim aqui para dar minha vida à proclamação dessas sagradas verdades.”

Em outras palavras, Andrews acreditava que sua tarefa era apresentar as doutrinas adventistas àqueles que já eram cristãos. Não se tratava de uma missão geral do cristianismo aos pagãos. A responsabilidade pelos últimos ficou fora do escopo das missões adventistas até a década de 1890.

Borge Schantz resume com precisão o procedimento adventista entre 1874 e 1890 ao observar que “a missão aos não cristãos era aprovada e louvada” pelos adventistas, mas “era considerada uma tarefa de que outras sociedades missionárias evangélicas podiam se encarregar. Depois que as pessoas fossem levadas a Cristo, os adventistas do sétimo dia estavam comprometidos a lhes dar a última advertência” e compartilhar as doutrinas distintivas adventistas.

Tal abordagem surgiu da compreensão adventista do dever de chamar as pessoas a “sair de Babilônia”. Tiago White expressara abertamente esse ponto de vista ao escrever que os adventistas necessitavam de um espírito missionário “não para levar o evangelho aos pagãos, mas para estender a mensagem de advertência a todas as esferas do cristianismo corrompido”. Esse procedimento ecoava os primeiros esforços missionários de Paulo, que pregava antes aos judeus, e só depois, aos gentios.

Senhor, muito obrigado pela luz. Assim como deste à Tua igreja uma visão mais ampla no decorrer do tempo, rogamos que amplies e aprofundes nossa visão pessoal também.

Fonte: Meditação Matinal 2015 / Para não esquecer