Looks e Modelos das Reformadoras e das Deformadoras do Vestuário: Dicas bíblicas para não cair na sensualidade e falta de modéstia!

Looks e Modelos das Reformadoras e das Deformadoras do Vestuário: Dicas bíblicas para não cair na sensualidade e falta de modéstia!

Artigo adaptado por Marcos Peter Soares, baseado na Bíblia, Espírito de Profecia e um artigo da Dra. Karyne

Dra. Karyne M. Lira Correia: (psicóloga)

“A comunidade evangélica (e até parte dos que professam conhecer a tríplice mensagem de Apocalipse 14) começa a ficar atenta a um problema bastante inusitado: a entrada do “estilo piriguete” no mundo gospel. Sites e blogs religiosos já alertam para as adeptas do estilo, apelidado de forma bem humorada como “pirigospel”: vestidos no joelho e sem decote (como mandam os preceitos da religião), mas em modelagens justíssimas e tecidos reveladores, que acabam mostrando muito mais do que o aconselhado somando a saltos altos e poses sensuais. “A moda pirigospel conta com peças segunda-pele, decotes ousados e blusinhas puxa-puxa: uma mão levantada pra louvar e a outra puxando a blusa para evitar que a barriga apareça” – critica a blogueira Dani Marques em post sobre a polêmica. 

“E, quanto ao vestido, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem: não trabalham nem fiam; e Eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.” Mat. 6:24, 25, 28 e 29.

Palavras cheias de significado são essas. Eram aplicáveis aos dias de Jesus, assim como são da mesma maneira em

nossos dias. Jesus põe aqui em contraste a natural simplicidade das flores do campo com o adorno artificial do vestuário. Declara que a glória de Salomão não era para se comparar com uma flor em sua beleza natural. Aqui se encerra uma lição para todos quantos desejam conhecer e cumprir a vontade de Deus. Jesus observou o cuidado e atenção dados aos vestidos, e advertiu, ou melhor, ordenou-nos a não lhes dar demasiada atenção. É importante que consideremos cuidadosamente Suas palavras. Salomão absorveu-se tanto com a ostentação exterior, que se esqueceu de elevar o espírito pela constante ligação com o Deus da sabedoria. A perfeição e a beleza de caráter foram passadas por alto em sua tentativa de alcançar a beleza exterior. Vendeu a honra e a integridade do caráter na busca da glorificação própria em face do mundo, e tornou-se afinal um déspota, mantendo sua extravagância por meio de opressivos impostos sobre o povo. Primeiro, corrompeu-se no coração, depois apostatou de Deus, e tornou-se por fim adorador de ídolos.

Quando vemos nossas irmãs se desviando da simplicidade no vestuário, e cultivando o amor pelas modas do mundo, sentimo-nos perturbados. Adiantando-se passo a passo nessa direção, vão-se separando de Deus, e negligenciando o adorno interior. Elas não se devem sentir na liberdade de gastar o tempo que lhes é dado por Deus com a desnecessária ornamentação de seu vestuário. Quão melhor seria ele empregado em examinar as Escrituras, obtendo, assim um conhecimento cabal das profecias e das lições práticas de Cristo! …

Deus Se agradaria de ver nossas irmãs trajadas com roupas corretas e simples, e diligentemente empenhadas na obra do Senhor. Não lhes falta habilidade, e caso empregassem na devida maneira os talentos que já possuem, ser-lhes-ia grandemente aumentada a eficiência. Se o tempo que agora empregam em trabalho desnecessário fosse dedicado à Palavra de Deus, em explicá-la aos outros, sua própria mente seria enriquecida com as gemas da verdade, e seriam fortalecidas e enobrecidas pelo esforço feito para compreenderem as razões de nossa fé. Fossem nossas irmãs conscienciosas cristãs bíblicas, buscando aproveitar toda oportunidade de esclarecer a outros, e veríamos dezenas e dezenas de almas abraçando a verdade, unicamente mediante seus abnegados esforços. Irmãs, no dia em que forem ajustadas as contas de todos, experimentareis alegria ao passar em revista vossa vida, ou sentireis que a beleza do homem exterior é que foi buscada, enquanto ficou quase de todo negligenciada a beleza interior, da alma?

Não terão nossas irmãs suficiente zelo e força moral para se colocarem, sem desculpas, sobre a plataforma bíblica? O apóstolo deu mui explícitas direções sobre esse ponto: “Quero pois que … as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.” I Tim. 2:8-10″. 

Especialmente as esposas de nossos pastores devem ser cuidadosas em não se afastarem dos claros ensinos da Bíblia em questão do vestuário. Muitos consideram essas recomendações como demasiado antiquadas para merecerem atenção; Aquele, porém, que as deu a Seus discípulos, compreendia os perigos do amor do vestuário em nossos tempos, e mandou-nos essa advertência. Dar-lhe-emos 

ouvidos e seremos sábios? O excesso no vestuário vai em constante progresso. Ainda não é o fim. A moda muda sempre, e nossas irmãs seguem-lhe os rastos, a despeito do tempo ou das despesas. Grande é a quantia despendida com o vestuário, quando devia volver a Deus, o doador. … Aqueles, entre os observadores do sábado, que têm cedido à influência do mundo, têm de ser provados. Acham-se sobre nós os perigos dos últimos dias, e diante do professo povo de Deus está uma prova não antecipada por muitos. Será provada a genuinidade de sua fé. Muitos se têm unido aos mundanos no orgulho, na vaidade, na busca dos prazeres, lisonjeando-se de que podiam fazer tais coisas e ainda serem cristãos. São tais condescendências, no entanto, que os separam de Deus, e os tornam filhos do mundo. Cristo não nos deu tal exemplo. Unicamente os que negam o próprio eu, e vivem uma vida de sobriedade, humildade e santidade, são verdadeiros seguidores de Jesus; e esses não podem fruir a sociedade dos amantes do mundo.

Muitos se vestem como o mundo, a fim de exercerem influência sobre os incrédulos; nisto, porém, cometem lamentável erro. Caso eles queiram ter influência real e salvadora, vivam segundo sua profissão de fé, mostrem essa fé pelas obras de justiça, e tornem distinta a diferença entre o cristão e o mundano. As palavras, o vestuário, as ações, devem falar em favor de Deus. Então se espalhará em todos quantos os rodeiam uma santa influência, e mesmo os incrédulos, vendo-os terão conhecimento de que eles estiveram com Jesus. Se alguém desejar que sua influência testifique da verdade, viva sua religião, e assim imite o humilde Modelo”. ELLEN G. WHITE – Testemunhos Seletos – Volume 1, págs. 593-595

1. Vestuário tradicional da mulher cristã:

2. Moda da pirigospel:

*Texto e imagens adaptados de  https://mdemulher.abril.com.br/moda/moda-evangelica-o-que-voce-precisa-saber-para-nao-virar-uma-pirigospel/



Para não fazer parte dessa turma e ser realmente livre em Jesus, confira abaixo o artigo da psicóloga adventista Karyne M. Lira Correia:

Nesta era pós-moderna, uma suposta liberdade parece ser a nota tônica. Somos livres para pensar o que quisermos, nos relacionar com quem quisermos, viver da forma que quisermos, adorar a quem quisermos, nos vestir como quisermos… será?

Tenho pensado muito sobre isto nas últimas semanas. Como somos enganados por esta suposta liberdade! Uma suposta liberdade que a modernidade e a ampliação de direitos nos faz pensar que temos.

Meu pensamento tem se voltado, mais recentemente, para a temática da beleza. Será que somos livres para sermos belas? Até que ponto eu posso de fato agir com liberdade ao escolher a forma como me visto, ou penteio meu cabelo, ou apresento meu rosto? Se pegarmos algumas revistas femininas para ler, ou nos detivermos por alguns instantes assistindo programas voltados para mulheres, seremos bombardeadas por padrões que me fazem duvidar que o moderno é ser livre para ser bela.

Rugas, manchas, olheiras, estrias, celulite… essas coisas comuns e naturais são proibidas. Vestir-se fora das tendências atuais da moda, nem pensar, isto é quase que um “crime inafiançável”! (você corre o risco de aparecer em alguma revista de moda na seção de erros e acertos).  Sair de “cara lavada” na rua é não ter o senso do ridículo. A indústria da moda tornou as mulheres que lutaram pela liberdade em escravas cegas, que não percebem sua condição servil.

Então eu volto meu olhar para o evangelho, e reconheço ali algo verdadeiramente libertador. Algo que me liberta da necessidade de estar sempre em consonância com as tendências, e que produz em mim a real beleza.

Fico triste em pensar que a escravidão gerada pela moda atinge mulheres que em tese deveriam ser livres pelo evangelho. Elas discutem por causa de comprimento de roupa, do uso de acessórios e da maquiagem. Mulheres cristãs, chamadas por Deus para uma nobre missão perdem seu tempo se desentendendo sobre os limites das pinturas e demais adornos, quando deveriam estar preocupadas com o desenvolvimento do caráter à semelhança do de Jesus. Então eu me pergunto, será que elas não perceberam que estão se fazendo escravas, quando poderiam ser livres?

Pense amiga, que loucura é a ideia de não poder sair na rua de “cara lavada”? Não estou aqui tratando a maquiagem como coisa do Diabo. Ela tem seu lugar, um lugar muito específico, mas tem. Pessoas com doenças de pele, como o vitiligo, por exemplo, às vezes necessitam da maquiagem para poder sair às ruas sem causar espanto, ou passar por situações constrangedoras (pois infelizmente a falta de informação faz as pessoas terem nojo de algo que sequer é contagioso). Alguém que vá a um programa de TV e não queira ter sua imagem empalidecida pelas luzes do estúdio também precisam recorrer a esta ferramenta (obviamente isto não tem nada a ver com encher a cara de cores e texturas; não é desta maquiagem que estou falando). Uma noiva, que deseja olhar com felicidade para as fotos que ficarão de recordação de seu casamento, também pode ser beneficiada por uma maquiagem corretiva. Esses são exemplos de casos pontuais. Algo muito diferente de ter que passar base, blush, delineador, pó, batom, rimel, etc… todos os dias para ir trabalhar, ou ir ao mercado, ou até mesmo ficar em casa. Isto é escravidão. E enquanto você acha que isto é ser livre para ser bela, e se incomoda com a visão conservadora, que você considera moralista ou legalista, da igreja, você está apenas se enganando e negando a verdadeira liberdade.

O mesmo ocorre com a forma de vestir – ter que comprar e usar sempre o que está na moda. Não analisar, sequer, se o modelo está em conformidade com a vontade de Deus. Usar roupas que expõe o corpo tornando a mulher cristã igual a todas as outras que não aceitaram a Jesus como seu Salvador pessoal. Isto é voltar à escravidão, uma vez que você foi liberta pelo sangue de Cristo. Quando Jesus morreu por você, uma das coisas que Ele lhe deu foi a liberdade para não ter sua beleza associada à exposição do seu corpo. Ele lhe tornou livre para não precisar andar como o mundo, escrava da moda. Ele lhe tornou livre para poder ser modesta enquanto o mundo prega que você deve ser sensual, deixar os ombros de fora (numa tentativa de ser sexy), usar decotes provocantes e roupas curtas e coladas. Ele lhe tornou livre para que você pudesse andar modesta, refletindo a luz dEle, não para ser confundida com alguém fútil e indecente. Mas, muitas vezes, nós mulheres, negamos esta liberdade, e com ela negamos O nosso Salvador.

Querida amiga, recentemente vi uma notícia de uma exposição de fotos de mulheres famosas, de “cara lavada”. Ontem, por indicação de uma de nossas leitoras, assisti a um vídeo (que compartilho abaixo), de gente secular chamando a atenção para esta escravidão em nome da beleza e da moda. Nós fomos chamadas para ser luz, mas se a nossa luz não brilhar, as pedras irão clamar. Nós poderíamos ensinar a todas as mulheres do mundo que elas não precisam ser escravas, mas como faremos se nós mesmas somos? Eu quero convidar você a tomar posse da liberdade que Cristo lhe oferece, e a ajudar outras mulheres a serem livres para serem belas.

Fonte: http://mulheradventista.com/livres-para-sermos-belas/

Minha atenção foi chamada para o seguinte texto bíblico: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que nos cantos das suas vestes façam borlas pelas suas gerações; e as borlas em cada canto presas por um cordão de azul. E as borlas vos serão para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os cumprais; o não seguirdes os desejos do vosso coração, nem dos vossos olhos, após os quais andais adulterando. Para que vos lembreis de todos os Meus mandamentos, e os cumprais, e santos sereis a vosso Deus. Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos ser por Deus. Eu sou o Senhor vosso Deus.” Números 15:38-41. Deus ordena expressamente um simplíssimo adorno de vestuário para os filhos de Israel, com o propósito de distingui-los das nações idólatras que os cercavam. Quando eles olhassem para essa peculiaridade de suas vestes, lembrar-se-iam de que eram o povo que guardava os mandamentos de Deus, e que Ele havia atuado de maneira miraculosa para livrá-los do cativeiro egípcio, a fim de que O servissem e Lhe fossem um povo santo. Eles não deviam atender aos próprios desejos ou imitar as nações idólatras, mas permanecer como um povo distinto, separado e que todos os que os olhassem pudessem dizer: Eis aqueles que Deus tirou da terra do Egito e que guardam a lei dos Dez Mandamentos. Um israelita deveria ser reconhecido tão logo fosse visto, pois Deus, através de meios simples, os distinguia como Seus. – {T1 524.1}

A ordem dada por Deus aos filhos de Israel para colocarem uma fita azul em suas vestes, não deveria ter nenhuma influência direta sobre sua saúde. Apenas enquanto Deus os abençoasse e a fita mantivesse em sua memória as elevadas reivindicações de Jeová, seriam guardados de misturar-se com outras nações, participando de suas festas licenciosas e comendo carne de porco e ricos alimentos prejudiciais à saúde. Deus deseja agora que Seu povo adote o vestuário da reforma, não apenas para distingui-los do mundo como Seu povo peculiar, mas porque uma reforma no vestuário é essencial à sua saúde física e mental. O povo de Deus tem, em grande medida, perdido seus traços distintivos, gradualmente se modelando segundo o mundo e mesclando-se com ele, até que em muitos respeitos se torna semelhante a ele. Isso desagrada a Deus. Ele os dirige, assim como conduziu os filhos de Israel do passado, a saírem do mundo e abandonarem suas práticas idólatras, não seguindo o próprio coração (pois que esse não é santificado) ou sua visão, que os têm conduzido para longe de Deus e os unido ao mundo. – {T1 524.2}

Algo deve ser feito para diminuir o envolvimento do povo de Deus com o mundo. O traje da reforma é simples e saudável, todavia, há uma cruz nele. Agradeço a Deus pela cruz e alegremente curvo-me para erguê-la. Temo-nos unido tanto ao mundo que perdemos de vista a cruz e não desejamos sofrer por amor a Cristo. – {T1 525.1} Não precisamos inventar uma cruz, mas se Deus no-la apresenta, deveríamos alegremente tomá-la. Ao aceitar a cruz, somos distinguidos do mundo, que não nos ama e ainda ridiculariza nossa peculiaridade. Cristo foi odiado porque Ele não era do mundo. Podem Seus seguidores esperar melhor sorte que seu Mestre? Se não sofremos censura ou desdém do mundo podemos ficar alarmados, pois é nossa conformidade com o mundo que nos torna tão semelhantes a ele, que não desperta seus ciúmes ou sua malícia. Não há confronto de caráter. O mundo despreza a cruz. “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” 1 Coríntios 1:18. “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo.” Gálatas 6:14. [*] – {T1 525.2}

Abaixo dicas de vestuários que se harmonizam com as orientações bíblicas de modéstia e saúde:

    

 

 

 

 

 

 

 

Alguns exemplos de vestuários das mulheres pirigospel: