O Povo de Deus e Sua Posição Quanto à Política – Parte 1

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Série de Estudos sobre o Remanescente e a Política – Parte I

Primeiro estudo por: Olmício N. Freitas

Resultado de imagem para candidatos 2018“Série 3 — Estudo 16

 I — SOMOS PEREGRINOS E ESTRANGEIROS NA TERRA

Hb 11:13-16; 13:14

TM 131. “Quanto ao mundo, dirão os cristãos: Não nos intrometeremos na política. Dirão decididamente: Somos peregrinos e estrangeiros; a nossa cidadania é de cima. Não serão vistos escolhendo companhia para o divertimento. Dirão: Deixamos de ser apaixonados por coisas infantis. Somos estrangeiros e peregrinos e olhamos para uma cidade que tem fundamento e cujo construtor e autor é Deus.”

II — A POSIÇÃO DE CRISTO QUANTO À POLÍTICA

Jo 18:33, 36

DTN 509. “Mas Ele disse: ‘O Meu reino não é deste mundo.’ Não quis aceitar o trono terrestre.

“O governo sob que Jesus viveu era corrupto e opressivo. Clamavam de todo lado os abusos — extorsões, intolerância e abusiva crueldade. Não obstante, o Salvador não tentou nenhuma reforma civil. Não atacou nenhum abuso nacional, nem condenou os inimigos da nação. Não interferiu com a autoridade nem com a administração dos que se achavam no poder. Aquele que foi o nosso exemplo, conservou-se afastado dos governos terrestres. Não porque fosse indiferente às misérias do homem, mas porque o remédio não residia em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o próprio homem, individualmente, e regenerar o coração.

“Não pelas decisões dos tribunais e conselhos, nem pelas assembléias legislativas, nem pelo patrocínio dos grandes do mundo, há de estabelecer-se o reino de Cristo, mas pela implantação de Sua natureza na humanidade, mediante o operar do Espírito Santo.”

OE 396. “Por mais de uma vez Cristo foi solicitado a decidir questões políticas e jurídicas, mas recusava-Se a interferir em assuntos temporais. … Ele ocupava no mundo o lugar de Cabeça do grande reino espiritual para cujo estabelecimento aqui viera — o reino da justiça. Seus ensinos tornaram claros os princípios enobrecedores, santificadores que regem Seu reino. Mostrou que justiça, misericórdia e amor são as forças dominantes no reino de Jeová.”

 

III — O POVO DE DEUS E A POLÍTICA

 

Nm 23:9; Et 3:8

2TS 77. “O mundo é contra nós, as igrejas populares são contra nós, as leis da Terra em breve serão contra nós.”

FEC 482. “Talvez se pergunte: Não devemos ter ligação alguma com o mundo? A Palavra do Senhor tem de ser nosso guia. Qualquer ligação com os infiéis e incrédulos, que nos viesse identificar com eles, é proibida pela Palavra. Temos de sair do meio deles e ser separados. Em nenhum caso devemos unir-nos a eles em seus planos de trabalho.”

PP 137. “Foi uma sábia disposição, que o próprio Deus tomara, a de separar Seu povo, tanto quanto possível, da ligação com os gentios, fazendo do mesmo um povo que habitasse só e que não fosse contado entre as nações.”

PP 393. “Dentro do abrigo daquelas paredes graníticas, Deus reunia Seu povo, separados de todas as outras nações, a fim de lhes declarar Sua santa Lei.”

OE 391, 392. “O Senhor quer que Seu povo enterre as questões políticas. Sobre esses assuntos, o silêncio é eloqüência. Cristo convida Seus seguidores a chegarem à unidade nos puros princípios evangélicos que são positivamente revelados na Palavra de Deus. Não podemos, com segurança, votar por partidos políticos; pois não sabemos em quem votamos. Não podemos, com segurança, tomar parte em nenhum plano político. Não podemos trabalhar para agradar a homens que irão empregar sua influência para reprimir a liberdade religiosa, e pôr em execução medidas opressivas para levar ou compelir seus semelhantes a observar o domingo como sábado. O primeiro dia da 

O primeiro dia da semana não é um dia para ser reverenciado. É um sábado espúrio, e os membros da família do Senhor não podem ter parte com os homens que o exaltam, e violam a Lei de Deus, pisando Seu Sábado. O povo de Deus não deve votar para colocar tais homens em cargos oficiais, pois assim fazendo, são participantes dos pecados que eles cometem enquanto investidos desses cargos.”

FEC 483. “Os filhos de Deus têm de separar-se da política, de toda aliança com os incrédulos. Não devem ligar seus interesses aos do mundo. ‘Provai vossa aliança comigo’, diz Ele, ‘permanecendo com Minha herança escolhida, como um povo zeloso de boas obras.’ Não tomeis parte em lutas políticas. Separai-vos do mundo, e refreai-vos quanto a introduzir na igreja ou na escola idéias que hão de levar a contendas e perturbações.”

FEC 478, 479. “Rogo aos meus irmãos designados para educar, que mudem sua maneira de agir. É um engano de vossa parte o ligar vossos interesses com qualquer partido político, dar o vosso voto com eles ou por eles. Os que ocupam o lugar de educadores, de ministros, de colaboradores de Deus em qualquer sentido, não têm batalhas a travar no mundo político. Sua cidadania se acha nos Céus. O Senhor pede-lhes que permaneçam como um povo separado e peculiar.”

OE 393. “Os mestres, na  igreja ou na escola, que se distinguem por seu zelo na política, devem ser destituídos sem demora de seu trabalho e suas responsabilidades, pois o Senhor não cooperará com eles. O dízimo não deve ser empregado para pagar ninguém para discursar sobre questões políticas. Todo mestre, ministro ou dirigente em nossas fileiras, que é agitado pelo desejo de ventilar suas opiniões sobre questões políticas, deve-se converter pela crença na verdade, ou renunciar à sua obra. Sua influência deve ser a de um coobreiro de Deus no conquistar almas para Cristo, ou devem ser-lhe cassadas as credenciais. Se ele não muda, há de ser nocivo, apenas nocivo.”

 

IV — POR QUE O POVO DE DEUS DEVE EVITAR A POLÍTICA?

 

  1. a) A política causa divisão na igreja

 

FEC 475. “Existem, entre os que professam crer na verdade presente, alguns que serão assim incitados a exprimir seus sentimentos e suas preferências políticas, de maneira que se introduzirá na igreja a divisão.”

FEC 479, 480. “É de suma importância que os jovens compreendam que o povo de Cristo deve ser unido, pois esta unidade prende os homens a Deus pelos áureos laços de amor, e impõe a cada um a obrigação de trabalhar pelos semelhantes. O Capitão de nossa salvação morreu pela raça humana para que os homens pudessem estar unidos com Ele e uns com os outros. Como membros da família humana, somos partes individuais de um grande todo. Ninguém pode tornar-se independente dos outros. Não deve haver disputas partidárias na família de Deus, pois o bem-estar de cada um é a felicidade de todos. Não deve ser erigida nenhuma parede separatória entre o homem e seu próximo. Cristo, como o grande centro, precisa unir a todos em um só.

“Cristo é nosso Mestre, nosso Dirigente, nossa Força, nossa Justiça, e nEle nos comprometemos a evitar todo modo de ação que cause divisão. As questões em debate no mundo não devem ser o tema de nossas conversações. Devemos convidar o mundo a contemplar um crucificado Salvador, por cujo intermédio nos tornamos necessários uns aos outros e a Deus. Cristo ensina Seus súditos a imitar Suas virtudes, Sua mansidão e humildade, Sua bondade, paciência e amor. Consagra, portanto, o coração e as mãos a Seu serviço, tornando o homem um conduto pelo qual o amor de Deus possa fluir em copiosas correntes para abençoar a outros. Não haja, pois, nenhuma sombra de contenda entre os adventistas do sétimo dia.”

 

  1. b) A política não se harmoniza com a Lei de Deus 

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TM 334. “O príncipe das potestades do ar apresentará planos e idéias mundanos e estranhos sentimentos e princípios diretamente opostos à Lei de Deus. Aqui devemos reservar toda a nossa influência para levantar bem alto a verdade. Sentimentos trazidos para a frente por políticos serão repetidos por alguns que se dizem observadores do Sábado.”

 

  1. c) A política e a justiça de Cristo

 

FEC 476. “Que devemos então fazer? Deixai os assuntos políticos em paz. ‘Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?’ Que pode haver de comum entre esses partidos? Não pode haver sociedade, nem comunhão. A palavra ‘sociedade’ importa em participação, parceria. Deus emprega as mais vigorosas imagens para mostrar que não deve haver união entre partidos mundanos e aqueles que estão buscando a justiça de Cristo. Que comunhão pode haver entre a luz e as trevas, a verdade e a injustiça? Nenhuma, absolutamente. A luz representa a justiça. As  trevas, o erro, o pecado, a injustiça.”

 

  1. d) O dízimo e os políticos 

 

FEC 477. “Os mestres, na igreja ou na escola, que se distinguem por seu zelo na política devem ser destituídos sem demora de seu trabalho e suas responsabilidades, pois o Senhor não cooperará com eles. O dízimo não deve ser empregado para pagar ninguém para discursar sobre questões políticas.”

 

  1. e) Os periódicos e a política

 

FEC 480. “Em nossos periódicos não devemos exaltar a obra e o caráter de homens em posições de influência, mantendo constantemente seres humanos diante das pessoas.”

 

  1. f) A política é prática das igrejas caídas

 

GC 386. “Professar uma religião tornou-se moda no mundo. Governantes, políticos, advogados, médicos, negociantes, aderem à igreja como o meio de alcançar o respeito e a confiança da sociedade, e promover os seus próprios interesses mundanos. Procuram, destarte, encobrir, sob o manto do cristianismo, todas as suas transações injustas. As várias corporações religiosas, robustecidas com a riqueza e influência dos mundanos batizados, mais ainda se empenham em obter maior popularidade e proteção. Pomposas igrejas, embelezadas de maneira a mais extravagante, erguem-se nas movimentadas avenidas. Os adoradores vestem-se com luxo e de acordo com a moda. Elevado salário é pago ao talentoso pastor para entreter e atrair o povo. Seus sermões não devem tocar nos pecados populares, mas deverão ser suaves e agradáveis aos ouvidos da aristocracia. Deste modo, ímpios de elevada posição são alistados nos registros da igreja, e os modernos pecados escondidos sob o véu da piedade.”

V — NOSSA POSIÇÃO QUANTO ÀS AUTORIDADES

1 Pe 2:13, 14, 17; Mt 22:21; Rm 13:1-7; At 5:29; 4:19; Dn 3:8-30

OE 389, 390. “Cumpre-nos reconhecer o governo humano como uma instituição designada por Deus, e ensinar obediência ao mesmo como um dever sagrado, dentro de sua legítima esfera. Mas, quando suas exigências se chocam com as de Deus, devemos obedecer a Deus de preferência aos homens. A Palavra de Deus precisa ser reconhecida como estando acima de toda a legislação humana. Um ‘Assim diz o Senhor’, não deve ser posto à margem por um ‘Assim diz a igreja’, ou um ‘Assim diz o Estado’. A coroa de Cristo tem de ser erguida acima dos diademas de potentados terrestres.

“Não se nos exige que desafiemos as autoridades. Nossas palavras, quer faladas quer escritas, devem ser cuidadosamente consideradas, para que não sejamos tidos na conta de proferir coisas que nos façam parecer contrários à lei e à ordem.”

VI — DEVEMOS ENTERRAR AS QUESTÕES POLÍTICAS

Is 30:1-3

OE 392. “Temo-nos alistado no exército do Senhor, e não nos cabe combater do lado do inimigo, mas do lado de Cristo, onde podemos ser um todo unido, em sentimento, ação, espírito e comunhão. Os que são deveras cristãos são ramos da Videira verdadeira, e darão o mesmo fruto que ela. Agirão em harmonia, em comunhão cristã. Não usarão distintivos políticos, mas os de Cristo.

“Que devemos então fazer? Deixai os assuntos políticos em paz.”

2 Co 6:14, 15; Ap 6:15-17 ; Ap 14:4; 20:4; Hb 12:28; 13:14;Ag. 2:7; Ap 11:15″

Fonte: Livro Ide e Ensinai, págs. 238-242

 

3 Comments

  • MARCOS PETER TEIXEIRA SOARES disse:

    Deus a abençoe Adelina Reis. Estamos aqui para juntos levar a verdade presente a todos que queiram ouvir a Palavra do Senhor e Seu Evangelho Eterno.

  • Amém. Deus a abençoe irmã. Ficamos felizes em poder ajudar!

  • Adelina Reis Orphao disse:

    Excelente o primeiro encontro com vosso projeto, irmaos. Quero fazer parte para compartilhar e ajudar no que puder. Me convenceu, o estudo acima sobre política, e eu agora enterrarei, pela graça, essas questões que eu comentava indignada. Deus os abençoe!

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